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Terras de Cabral - o blog do Ivam


TRÊS COISAS BEM LEGAIS

PRIMEIRA
Fomos convidados para apresentar "Vestido de Noiva" no Festival de Havana no ano que vem.

SEGUNDA
Phedra D. Córdoba, nossa diva, irá protagonizar um espetáculo todo produzido em Havana no próximo ano. O convite partiu de Bárbara Rivero, do Instituto Nacional das Artes Cênicas de Cuba, que dirigirá o trabalho. Para tanto, nossa atriz passará três meses na capital cubana. A peça se apresenta em seguida no Espaço dos Satyros, em São Paulo.

TERCEIRA
"Liz" virou um especial da tevê em Cuba. Dirigido pelo conceituado diretor de cinema Kiki Cavalcante, o programa será transmitido pelo Canal Educativo. O convite veio diretamente de Abel Prieto, ministro da cultura de Cuba, após ter assistido uma apresentação do espetáculo.


Escrito por Ivam Cabral às 11h24
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OUTRA CRÍTICA

Con las actuaciones de los brasileños Brígida Adele Menegatti, Ivan Cabral, Cléo De Páris, Joao Carlos Ferreira, Phedra D Córdoba, Silvanah Santos, Fabio Penna y Haroldo Costa Ferrari, acompañados por tres actores cubanos (Sahily Moreda, Evelio Ferrer y Ariel López) la pieza tuvo su estreno en Cuba en la sala Adolfo Llauradó el viernes 20 de junio´08. Hablada casi en su totalidad en idioma portugués, poco entendí, más que las relaciones de la soberana Liz con un grupo de sus súbditos, y de estos entre ellos. Dos curiosas mujeres (donde interviene la actriz de origen cubano  Phedra D Córdoba, en el extremo derecho de la última foto) observan la trama, a veces ocultas, a veces interrelacionadas, y mediante breves comentarios narran al público algunas situaciones , o destacan-repiten algunos parlamentos. Un derroche de visualidad, algunas buenas actuaciones, como la de la protagonista (Cléo de Páris, en la foto de portada), un vestuario digamos que surrealista, una funcional escenografía, buen diseño de iluminación y mesura en la concepción de la banda sonora, conforman el espectáculo de una hora treinta minutos de duración. Un micrófono con largo cable situado en lugar preferencial del escenario, pudiera interpretarse como otro personaje; a él acuden  o de él se valen algunos personajes reiteradamente  para "dictar" al público supuestamente importantes bocadillos, unos comprensibles, otros no,  por la barrera del idioma.  La puesta, como la obra misma, no recrea la época Isabelina. Esta divertida y dramática "misa por Christopher Marlowe" es una sucesión de acciones, de atmósferas, de situaciones dramáticas, de aguda teatralidad. Y como se trata de una misa, muestra un supremo sacrificio.

Esperaremos impacientemente a que aparezca  el libreto  Liz, Missa Cum Figuris A Christopher Marlowe de Reinaldo Montero, bajo el sello de la Casa Editora Tablas-Alarcos, texto con el que el dramaturgo y asesor teatral obtuvo  en España el importante Premio Fray Luis de León el año 2007, para saber si es justa o no nuestra valoración de la bien animada puesta en escena de Os Satyros, y la que podrán tener quienes se lleguen por estos días a la céntrica  y cómoda Sala Teatro Adolfo Llauradó.

Fonte: Programa del Mes, junio de 2008



Escrito por Ivam Cabral às 11h14
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"LIZ" NA FOLHA DE S. PAULO II

FESTA GAY USA BECKHAM E VELA PARA AFASTAR POLÍCIA

Precaução existe mesmo após renúncia de Fidel, "novos tempos" para homossexuais

Com militância de Mariela, filha de Raúl Castro, gays já podem dispensar o sal grosso, mas baladas ainda acontecem longe da cidade.

AUDREY FURLANETO
ENVIADA ESPECIAL A HAVANA

A sorveteria Coppelia, eternizada pelo filme "Morango e Chocolate" (1993), já não é mais a mesma. Casais gays dividem as mesas numa Cuba que, desde a época do filme até alguns meses atrás, não era tão gentil com os homossexuais.

"Agora são outros tempos", diz a jovem cubana Lis, 25 anos, numa lanchonete em frente à sorveteria, com o amigo gay Alejandro (eles preferem não dizer os sobrenomes). Os novos tempos a que ela se refere começaram na renúncia de Fidel Castro, que passou o governo ao irmão, Raúl Castro, em fevereiro deste ano. "Com a Mariela [Castro, filha de Raúl, militante do movimento gay] falando por nós, estamos mais livres."

Liberdade para andar na rua, sim, mas nem tanto. O ator e fundador dos Satyros Ivam Cabral passeia pela mesma calle 23, no bairro Vedado, quando vê policiais dando um aviso: "Este é um ponto de homossexuais, só para que você saiba. Mas, se quiser ficar aqui, pode".

No sábado, dia 21, Cabral está de volta à rua, com mais alguns integrantes dos Satyros. Aguardam juntos porque é de lá, da calle 23, na esquina da sorveteria Coppelia, que saem táxis com muitos gays de Havana nas noites de quinta a domingo: vão para "las fiestas ilegales" -ou clandestinas, chamadas assim pela forte repressão que as festas gays sofreram durante muito tempo por parte do governo.

Ao contrário das raves semiclandestinas, em que DJs se apresentam em campos de futebol longe de Havana, as tais festas têm menos jeito de balada, e mais de evento cultural. "Em Cuba, tudo é possível", diz o cubano Ahmed (sobrenome não revelado), 24, que levará os brasileiros até a festa.

Para ir, é preciso estar acompanhado de um cubano como Ahmed e conhecer um dos taxistas que sabem o endereço. "Eu não sei, mas fiquem tranqüilos. Com a Mariela [Castro] a polícia não faz mais nada", diz Ahmed. O táxi custará 2,50 CUCs (cerca de R$ 4,20) por pessoa até o local, a cerca de 30 minutos da cidade.

"As festas são longe porque, quando começaram, temíamos a polícia. Agora, acabam sendo lá mesmo", explica Ahmed. Mesmo assim, quando passa pela polícia, o taxista diminui a velocidade -no carro, as pessoas fazem silêncio e só o som do grupo cubano Los Insurectos" continua alto.

Pegación!

Na entrada da festa, há um altar: uma santa, vela e... um pôster de David Beckham. "É para proteger a festa da polícia. Antes da Mariela, colocávamos mais coisas, sal grosso, incenso...", conta ele.

Depois de um corredor de luz amarelada com mais cartazes (de Enrique Iglesias e Ricky Martin), chega-se ao caixa, que lembra o de uma festa de república universitária: uma mesa de madeira e uma caixa de sapatos. Para entrar, são cinco CUCs (R$ 5) para turistas e dois pesos (R$ 0,12) para cubanos.

Há algumas mesas instaladas diante de um palco pequeno, decorado com um globo de espelhos no teto e uma cortina de tiras coloridas de cetim e paetê. Atrás do setor de mesas, em pé, os homens -não passam de dez as mulheres da festa- se acumulam, mais distantes do palco, abraçados ou dançando.

"Eles sabem que estão numa festa gay, certo?", pergunta Ahmed, referindo-se a alguns atores dos Satyros. "Porque aqui é pegación!", diz em portunhol, que aprendeu por já ter vindo ao Brasil visitar o grupo.

À meia-noite, começa o show. "Aplausos para a mais temperamental das mulheres de Havana: Império!", anuncia um locutor. "Hola! Hola! Agradeço a todos que pegaram um avião para estar aqui, trem ou carro. É uma honra", diz Império, uma transexual de vestido longo branco-e-preto.

"Perra! Perra! [Cachorra!]", surgem gritos na platéia. Ela ri e começa a cantar em inglês. É seguida, então, por outras que também apresentam músicas do pop norte-americano -incluindo, claro, Madonna.

O grande momento para os brasileiros da platéia é quando a atriz Phedra D. Cordoba vai ao palco. Mesmo depois de 54 anos longe de Cuba, ela é a única das transexuais da noite que usou uma música cubana no show. Dançou, no palco, uma salsa.


DIRETOR APONTA LIBERDADE NO TEATRO CUBANO

"É preciso levantar forcas e forcas e forcas", diz a rainha Liz, sobre as torturas que faz aos artistas, seus "servos". Ela foi criada pelo escritor cubano Reinaldo Montero, publicado no Brasil pela Companhia das Letras, que nega qualquer comparação com Fidel Castro. "Essa pergunta não se faz. A mim, política cansa", diz ele.

Para Montero, os cubanos têm "uma enorme liberdade" no teatro. "Podemos escrever de sexo, política, amor. Estamos num bom momento", afirma. O ingresso para uma peça custa cinco pesos, menos de R$ 0,50. Por isso, diz, "em Cuba, não há teatro comercial, só experimental. Há o grupo Buendía, o El Público, o Teatro De La Luna etc.".

Fundador do Buendía, em 1985, o ator e diretor José Alonso concorda com a liberdade ("Há cinco anos, o governo nos permite dizer o que quisermos"), mas não fala em bom momento. "A dramaturgia está escassa. Encontram-se poucos textos para montar", diz.

"Mas não reclamo. Tenho salário mensal [cerca de 500 pesos, ou R$ 30], sala para ensaiar de graça, o governo paga a produção. Como vou deixar Cuba?", justifica. Alonso não deixou o país, mas saiu do Buendía há dois anos. O motivo: a cada viagem internacional que o grupo fazia, pelo menos um integrante decidia não voltar mais para Cuba.


HÁ INTERESSADOS EM INVESTIR, MAS NÃO PODEMOS RECEBÊ-LOS

Abel Pietro, ministro da Cultura de Cuba, diz que fim de bloqueios aos investimentos internacionais seria solução para situação "deplorável" de instituições

A cidade de Havana tem cerca de 30 salas de teatro, mas, segundo o ator e diretor teatral José Alonso, oito estão fechadas por não terem condições de receber público nem espetáculos. O ministro da Cultura de Cuba, Abel Pietro, que foi assistir ao segundo dia de "Liz" na sala Adolfo Llauradó -sem água nos banheiros, com problemas de iluminação, além de paredes e colunas deterioradas-, diz reconhecer que a situação das instituições é "deplorável". Depois do espetáculo, ele falou à Folha.

FOLHA - Os principais teatros de Havana estão em péssimas condições, como a sala Adolfo Llauradó, que não tem água nos banheiros, tem problemas de iluminação.
ABEL PIETRO - Sim, conheço esses problemas. Infelizmente, a situação é lamentável. Ocorre que a economia está muito difícil. Os anos 90 foram desastrosos para Cuba.

FOLHA - Não há como fazer reformas nos espaços?
PIETRO - Veja, o Teatro Nacional, por exemplo, requer uma reforma urgente, que custará milhões. Milhões que nós não temos. No teatro Brecht, já estamos fazendo uma grande reforma, no García Lorca e em algumas províncias também. Mas não saímos da crise. Estamos melhor do que nos anos 90, mas há que se saber que Cuba é grande importadora de alimentos. A crise mundial nos afeta muito.

FOLHA - O país vive um bom momento de criação?
PIETRO - Sim, mas temos muitas necessidades. No teatro, por exemplo, há muito público, há um grande momento de criatividade, um grande momento para a cultura cubana, mas as instituições não têm condições de abrigar espetáculos. As instituições estão lamentavelmente em situação de contração. Estão deploráveis. Os recursos são escassos, difíceis. Um dos problemas acaba sendo o de ter muitos talentos e poucas instituições em condições.

FOLHA - O senhor vê soluções?
PIETRO - A solução passa pela situação econômica, passa por não sofrer esse bloqueio aos investimentos internacionais. Temos muitas pessoas interessadas em investir em Cuba, mas não podemos recebê-las. Os fretes para cá, por exemplo, são muito mais caros do que no mundo todo. Por sorte, ainda posso dizer que o teatro está subvencionado pelo governo. No caso da música, por exemplo, é mais difícil. De qualquer forma, seria um delírio não reconhecer o mercado cultural que nós temos.

FOLHA - O candidato à presidência dos EUA Barack Obama divulgou comunicado em que disse só afrouxar o embargo se Cuba passar por "mudanças significativas".
PIETRO - Este é um momento em que não se pode prestar muita atenção às declarações. A política dos Estados Unidos está sofrendo a pressão dos grupos cubanos de Miami que ajudaram a fraudar as eleições e deram a presidência a Bush [em 2000]. Esse show da máquina eleitoral norte-americana é deplorável. E ainda acredito muito no que o Fidel disse: "Temos que esperar". Se esperarmos coisas ruins, sempre o que vier será melhor.

Fonte: Folha de S. Paulo, 29 de junho de 2008.



Escrito por Ivam Cabral às 11h03
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"LIZ" NA FOLHA DE S. PAULO I

CUBA RECEBE SATYROS COM MIMOS E REGRAS

Em Havana para encenar "Liz", grupo se encanta com mojitos e "cultura diferente", mas é impedido por militar de entrar em cozinha

Quartos sem ar-condicionado e sob vigilância dividem companhia paulistana, que não pode fazer comida para evitar "incidente diplomático"

AUDREY FURLANETO
ENVIADA ESPECIAL A HAVANA

Os atores Fábio Penna e Cléo De Páris estão sentados num sofá vermelho de veludo. Uma cortina de cetim carmim balança com o vento, forte naquela manhã da capital de Cuba. "Governar é castigar. Governar é cumprir um castigo", ela diz, soltando o corpo como quem se cansou do trono de rainha.

Cléo, de fato, se prepara para assumir o cargo na peça "Liz", que o grupo Os Satyros apresentou em Havana a partir do dia 20 -a turnê acabava ontem.

O "cenário" do estudo do texto, que lembra o de uma novela ambientada na Bahia, é o número 658 da calle Línea, a 20 minutos do centro da cidade.

O restante do elenco da companhia -que tem sede na praça Roosevelt, em São Paulo- está hospedado longe dali. Os demais 11 integrantes da comitiva ficam na casa de visitas do Conselho Nacional de Artes Cênicas, cedida pelo Ministério da Cultura de Cuba, que convidou os Satyros para a temporada. A dupla de atores desistiu da hospedagem oficial ao ver as instalações: o grupo se dividiria em quartos com quatro beliches cada um, sem ar-condicionado, sob a vigilância de um tenente-coronel reformado.

Os Satyros já se apresentaram em países como Alemanha, Ucrânia e Rússia. Aceitaram o convite para ir a Cuba por dois motivos: têm no elenco a transexual Phedra D. Cordoba, que deixou Havana há 54 anos, e receberam o pedido do cubano Reinaldo Montero. Espectador de peças do grupo, ele queria ver seu texto "Liz" - vencedor do prêmio Fray Luis de León, na Espanha- adaptado ao teatro.

Já no desembarque da trupe no aeroporto de Havana, duas funcionárias do ministério aguardam para a ida à casa. Um ônibus -com penduricalhos no pára-brisa, como ursinhos de pelúcia e flores de plástico- fará o trajeto, de 15 minutos. Na chegada, a repórter, que viajou a convite do grupo, ouve a pergunta: "Es periodista?".

Após a resposta afirmativa, a negativa cubana: não poderá entrar na hospedagem, porque não poderá descrevê-la no jornal. Por 40 minutos, terá de esperar, dentro do ônibus, até que se decida seu destino -a casa da rua Línea, para onde também vão, mas por escolha, Cléo De Páris e Fábio Penna.

Entrada proibida

A primeira noite é cercada de mimos: Montero leva o grupo a Habana Vieja, onde degustam mojitos, cerveja Bucanero e o célebre rum cubano. Na segunda-feira, dia 16, começam as, digamos, peculiaridades.

O almoço da casa oficial não agrada muito -arroz com frango, comum nos paladares (casas de família que recebem turistas para refeições). Rodolfo Garcia Vázquez, diretor da peça, decide cozinhar. "Não pode! Gente, se eu entrar na cozinha, posso criar um incidente diplomático", relata, rindo, aos amigos, que ensaiavam uma vaquinha para as compras. Quem deu a notícia foi o militar vigia da casa, Armando. "Ele é uma figura incrível! Gentil, mas tem suas regras", avalia, otimista.

O documentarista Evaldo Mocarzel, que realiza um vídeo sobre o grupo, chega mais tarde à casa e serve-se do almoço -já frio- com a atriz Silvanah Santos. "Ela passou mal! Estava fria a comida! Pedi para esquentar, e o Armando não deixou entrar na cozinha", lamentava ele à mesa do bar, onde quase todos atacavam hamburguesas -pão de leite com um "tapa" de mostarda, hambúrguer, tomate e queijo (a dois CUCs, os pesos cubanos só para turistas, cerca de R$ 3,40). "Eu não podia entrar na cozinha porque podia ser um espião da CIA [agência de inteligência americana]. Pode? Falei para ele: "Quando você for ao Brasil, vou servir comida fria!".

As agruras da casa, entretanto, são questão de tempo. "É uma cultura diferente da nossa, mas é muito lindo", diz o ator Ivam Cabral. "Os cubanos têm uma coleção de sentimentos", avalia Penna, numa das noites de estudos longe da casa oficial. Os ensaios, de segunda a sexta, dia 20, são na sala Adolfo Llauradó, importante espaço do teatro experimental cubano.

O primeiro lugar oferecido para o trabalho dá de frente para a ruidosa calle Línea. Cogitam mudar para a hospedagem do ministério. Mas não: "Lá não é permitido tirar os móveis do lugar", avisa Vázquez. Conseguem, então, a sala principal (a mesma da temporada em Havana), com ar-condicionado, sem água nos banheiros. "Os artistas devem ser tratados como o que são: servos!", sussurra no palco a protagonista, a rainha Elizabeth, a "usurpadora e caprichosa" Liz, que, em sua "ilha degradada" (não Cuba, mas a Inglaterra), decapita desafetos e morre solitária.


VIAGEM MARCA RETORNO DE ATRIZ AO PAÍS NATAL

A viagem dos Satyros a Cuba tem outro sentido, além da apresentação de um espetáculo, para uma das integrantes da companhia: a transexual cubana Phedra D. Cordoba, 70, atriz dos Satyros desde 2003, reencontrou Havana 54 anos depois da partida.

"Ela é a verdadeira Estátua da Liberdade do século 21. Não será transportada de navio durante semanas, como aconteceu quando os franceses deram o seu presente gigantesco aos americanos. Será transportada em um assento pequeno e desconfortável pela Copa [Airlines, companhia aérea panamenha], com escala no Panamá", escreveu em seu blog, antes da viagem, o diretor do grupo, Rodolfo Vázquez.

Depois da escala, Phedra chegou a Cuba procurando fumar -e pôde fazê-lo já dentro do aeroporto da capital, onde não há restrição ao fumo em alguns ambientes. "Estou feliz. Achei que Havana estaria mais feia. E você está gostando? É bonito ver vocês tentando hablar espanhol", comenta.

Batom vermelho nos lábios e leque sempre em mãos, ela parece alheia às dificuldades que o restante do grupo enfrenta em seu país. Saiu de Cuba antes da revolução de 1959. Queria dançar e atuar como atriz, mas era impedida pela família de se vestir de mulher. Deixou o país para realizar o desejo e conheceu mais de dez lugares até se fixar no Brasil, há 50 anos.

"Eu sou pioneira das transexuais cubanas", afirma. "Nada disso era permitido aqui", diz, referindo-se à homossexualidade. Além da peça, Phedra ganhou outros palcos em Havana durante a temporada dos Satyros: dançou e cantou numa festa gay clandestina (leia na página ao lado) e gravou cenas no Malecon, o calçadão à margem do mar em Havana, para um documentário, iniciado no Brasil por Kiko Goifman.

Fonte: Folha de S. Paulo, 29 de junho de 2008

Escrito por Ivam Cabral às 10h56
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"LIZ" NA IMPRENSA CUBANA II

Satyros trae a Cuba su montaje de Liz

El prestigioso grupo brasileño Os Satyros (Sao Paulo) trae a Cuba su montaje de Liz, pieza con la cual el dramaturgo cubano Reinaldo Montero obtuviera en 2007 el Premio Fray Luis de León, uno de los más importantes en Iberoamérica.

Gracias a la gestión del Consejo Nacional de las Artes Escénicas, de Cuba, y al Ministerio de Cultura de Brasil, la versión podrá ser vista en la capitalina sala Adolfo Llauradó los días del 20 al 22 y del 27 al 29 de junio.

Invitado por la Casa de las Américas, Os Satyros ha accedido a sostener un encuentro con el público el lunes 23 a las cuatro de la tarde en el habitual “Espacio para el riesgo”, que convoca el Departamento de Teatro de esta institución.

Os Satyros, fundado en 1989 en la ciudad de Sao Paulo por Ivam Cabral y Rodolfo García Vázquez, éste último director artístico de Liz, centra su labor esencialmente en el teatro experimental. Desde sus inicios, el colectivo ha despertado interés entre críticos y público y ha abordado con éxito un repertorio amplísimo y diverso.

Durante su intensa vida, han realizado más de sesenta montajes, el grupo ha trabajado entre Brasil y Portugal —Lisboa fue sede transitoria del colectivo—, ha recorrido varias ciudades europeas representando al teatro brasileño en numerosos festivales y ha incursionado también en el cine y en la radio.

Su repertorio incluye autores clásicos —es notable en su currículo la Trilogía Grecia Virtual, Müller, Goethe, Valle-Inclán, Büchner— y contemporáneos como la alemana Dea Loher, entre otros.

Numerosos premios otorgados por la crítica y en diversos festivales reconocen la labor escénica e investigativa de Os Satyros durante casi dos décadas de existencia. Para los especialistas la compañía “viene afirmándose como una de las mejores del llamado teatro no convencional en el país”.

Liz, primera obra cubana en el repertorio de Os Satyros e inédita en la escena cubana, engrosa el fecundo catálogo dramatúrgico de Reinaldo Montero, quien se destaca como uno de los escritores más prolíferos de su generación.

Son numerosos los premios que prestigian su carrera literaria. Entre ellos se destacan Casa de las Américas en 1986 por Donjuanes, Castilla-La Mancha por su pieza Los equívocos morales, llevada a la escena por Teatro Escambray, Juan Rulfo (de Radio Francia Internacional y el Centro Cultural de México en París) por Trabajos de amor perdidos, Premio Italo Calvino en 1996 por su versión de Medea, estrenada por la Compañía Hubert de Blanck bajo la dirección de Abelardo Estorino, y, recientemente, el Premio Alejo Carpentier por su novela La visita de la Infanta.

Montero ha consolidado, paralelamente al amplio ejercicio de la literatura en sus diversas expresiones, una labor fundamental como asesor teatral junto al maestro Vicente Revuelta, considerado el más importante director del teatro cubano del siglo XX.

El elenco de Liz lo integran Brígida Adele Menegatti, Ivan Cabral, Cléo De Páris, Joao Carlos Ferreira, Phedra D Córdoba, Silvanah Santos, Fabio Penna y Haroldo Costa Ferrari. La escenografía fue concebida por Marcelo Maffei, Ivam Cabral tuvo a su cargo el diseño de la banda sonora, la producción es de Dimi Cabral y el diseño de luces y la dirección de Rodolfo García Vázquez.

Fonte: La Ventana de Casa de las Américas



Los sátiros de la Plaza Roosvelt

La Plaza Roosvelt estuvo considerada por mucho tiempo uno de los centros de mayor violencia de la ciudad de Sao Paulo. Algunos confirman que hoy nuevos moradores han llegado y se ha convertido en un buen sitio para la burguesía intelectual. Pero hace unos años atrás, luego de un largo peregrinaje iniciado en 1989, cuando Os Satyros echaron pie en uno de sus flancos, la Plaza Roosvelt era un escondite para travestis, prostitutas, adictos, delincuentes y otros sobrevivientes. Era el refugio de marginados, “desechables”, de criaturas que como los sátiros también poblaban la ciudad y su imaginario. Acercarse a través del teatro a ese mundo fantasmagórico y lacerante, fue uno de los avatares perseguido por estos nuevos sátiros que empezaban a habitar la plaza.

La profunda inserción del grupo en ese contexto derivó en que el ámbito del lugar se transformara, y motivó, además, a que otros grupos alquilaran espacios de trabajo en sus contornos. La dramaturga alemana Dea Loher, de quien se conoce en Cuba Las relaciones de Clara, en una puesta en escena de Teatro El Público, escribió su pieza La vida en la Plaza Roosvelt dedicada al grupo. Montaje estrenado por Teatro Escambray hace dos años, felizmente, en presencia de su autora.

Fue en la Plaza Roosvelt, donde el grupo conoció a Fedra de Córdoba, la más antigua transexual cubana, actriz que hoy nos visita con Liz, y regresa a Cuba después de 53 años de ausencia.

De ese modo, la relación del individuo con la sociedad, el hombre y la polis, el aquí y el ahora, han sido los ejes fundamentales en la labor teatral de Os Satyros. La charla ofrecida ayer por su director general Rodolfo García Vázquez ilustró claramente un quehacer marcado por la experimentación, el desempeño expresivo de los actores, el eficaz y lúdico concepto visual en el trabajo del diseño de vestuario, de luces y escenográfico, y sobre todo, el planteamiento de un teatro político y de ideas, un teatro que conmueve y nos convida a pensar.

De ahí, que el repertorio de Os Satyros, como se pudo comprobar ayer, transite por una reescritura escénica que busca ese sacudimiento por medio de la imagen y de la palabra. Los fragmentos de algunos de sus montajes dan cuenta de esto.

De Profundis, inspirada en el escándalo desatado a raíz de la homosexualidad de Oscar Wilde, por el cual fue condenado, aborda el tema de la justicia y cómo dialoga el individuo con la sociedad en este sentido. Cosmogonía, otra de las propuestas que nos habla de la fragilidad de la vida humana, en un ambiente hospitalario donde el público debe vestir batas de médicos y enfermeros. En “Los suicidas”, una escena de Inocencia, de Dea Loher, asistimos a un momento de belleza plástica gracias al efectivo uso de la tecnología. En 120 días de Sodoma, el segundo espectáculo de la trilogía del Márquez de Sade, constatamos una metáfora de la clase política brasileña que desatiende los intereses y preocupaciones del pueblo.

Después de la proyección, se abrió el debate entre público y Os Satyros. En ese diálogo, el grupo explicó algunas de las razones por las que se acercó a Liz, la obra de Reinaldo Montero, cuya versión escénica a cargo de Os Satyros se podrá ver durante el próximo fin de semana en horarios habituales en la sala Adolfo Llauradó. “En Liz lo que nos importó era lo que quería discutir. Sentimos una afinidad muy grande. Es un texto lleno de dudas y angustias. Todos son dudas y la obra de Reinaldo era muy buena para llenarnos de más dudas”, aseguró Rodolfo.

"Jamás tendremos una Liz como la que pudiera hacer Globe Theater o Hollywood. Solo nosotros podemos hacer una Liz nuestra. Tenemos que hablar de nosotros, cuanto más el teatro cubano busque algo fuera de su realidad más artificial será”, dijo.

Os Satyros ha insistido en su labor, salvando obstáculos de todo tipo. Su permanencia, sin apoyo gubernamental, ha sido gracias a la inventiva de los propios artistas. Sin embargo, Ivam Cabral, uno de los fundadores del colectivo, asevera que en estos momentos el teatro brasileño y su público viven una recuperación.

“No pensamos en un teatro confortable, trabajamos en condiciones muy complicadas, con los recursos mínimos. Nos interesa hacer un teatro dirigido a un público, aunque los espacios sean feos, no queremos espacios lujosos. Hace solo dos años que tenemos aire acondicionado. Pensamos en un teatro que sacuda, que establezca un diálogo con la platea. Recibíamos muchas críticas de periodistas e intelectuales que decían que debíamos tener mejores condiciones. Pero tampoco queremos que el público sufra”, añadieron.

Liz es la primera obra cubana que Os Satyros lleva a las tablas, pero según adelantó Rodolfo García hace unos días para La Ventana, pudiera ser éste el primer paso para un intercambio futuro con la escena de la Isla. Vestido de novia, la obra del insigne dramaturgo brasileño Nelson Rodrigues, es el próximo proyecto en el que trabajará el grupo.

Fonte: la Ventana



Grupo teatral brasileño Os Satyros actuará en Cuba

Habana, 13 jun (PL) El grupo brasileño Os Satyros llevará a las tablas cubanas el próximo 20 de junio su versión de la pieza Liz, del dramaturgo y escritor cubano Reinaldo Montero.

Según anunciaron hoy fuentes de la institución Casa de las Américas, esta será la primera ocasión que la compañía asuma una pieza inédita en la escena cubana.

Liz le valió a Montero en 2007 el Premio Fray Luis de León, uno de los más importantes en Iberoamérica, que mezcla la historia, leyenda y realidad sobre la vida de la reina Isabel de Inglaterra.

La agrupación se presentará en la sala capitalina Adolfo Llauradó y luego viajará a la ciudad central de Matanzas, a 140 kilómetros al este de La Habana, para actuar en el teatro Papalote.

Durante su visita los miembros del elenco dialogarán con el público en el encuentro Espacio para el riesgo, que organiza el departamento de teatro de Casa de las Américas.

Creado en 1939 por Ivam Cabral y Rodolfo García Vázquez, Os Satyros es una de las compañías más prestigiosas de Brasil.

Su trabajo está centrado en el teatro experimental y hasta la fecha han realizado más de 60 montajes de piezas de Heiner Müller, Johann Wolfgang von Goethe, y Ramón María del Valle-Inclán.

Fonte: Prensa Latina, 13 de junio de 2008



Estrenos y reposiciones en La Habana

Elnuevo aplazamiento para este fin de mes de la comedia musical Cabaret, por la complejidad de la restauración del recinto escénico, constituye una de las noticias más significativas, en la sala alternativa del complejo cultural Bertolt Brecht, en l3 e I, en el Vedado, interpretada por el grupo Mefisto Teatro, bajo la dirección de Tony Díaz.

El grupo Escena Abierta estrenará la obra Tres en cárcel en el Teatro Nacional de Guiñol, bajo la dirección de Xiomara Calderón, en la última semana de junio, de lunes a miércoles, a las 6:00 p.m.

El próximo martes ocurrirá el estreno de la obra Béisbol, bajo la dirección de Alejandro Palomino, interpretada por el grupo Vi-tal Teatro, en la sala Adolfo Llauradó en la calle Once entre D y E, en el Vedado. Dicho título continuará los martes y miércoles, a las 6:00 p.m., hasta el día 26.

En esa propia sala tendrán lugar las primeras presentaciones en Cuba de la obra Liz, con la actuación del grupo Os Satyros, de Brasil, bajo la dirección de Rodolfo García, el viernes 20 y el sábado 21, a las 8:30 p.m., y el domingo 22, a las 5:00 p.m.

La sala Hubert de Blanck, en Calzada entre A y B, en el Vedado, acoge la reposición de María Estuardo o La estrella de su nombre se quemó, dirigida por Doris Gutiérrez, hasta el día 29, viernes y sábado a las 8:30 p.m. y los domingos, a las 5:00 p.m.

Lo componen, entre otros, los actores Brigida Adele Menegatti, Cléo e París, Joao Carlos Ferreira y Silvana Santos.

Fonte: Tribuna de Habana, 16 de junio de 2008



Escrito por Ivam Cabral às 10h45
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"LIZ" NA IMPRENSA CUBANA I

Estrena Liz, de Reynaldo Montero

El prestigioso grupo brasileño de teatro Os Satyros, dirigido por Rodolfo García, estrenará la obra de Reynaldo Montero, Liz, en la Sala Llauradó (11, entre D y E) a partir del viernes 20 de este mes, a las 8:30 de la noche.

Las otras funciones en la Llauradó serán el domingo 22 y el fin de la semana siguiente.

Director, actores y el equipo de realización también ofrecerán una charla ilustrativa con el público en Espacio para el riesgo, en la Casa de las Américas, el viernes 23, a las 4:00 de la tarde.

El elenco de Liz lo integran Brigida Adele Menegatti, Iván Cabral, Cléo De Paris, Joao Carlos Ferreira, Phedra D’ Córdoba, Silvana Santos, Fabio Penna y Haroldo Costa Ferrari. La escenografía fue concebida por Marcelo Maffei, en tanto Iván Cabral tuvo a su cargo el diseño de la banda sonora; la producción es de Dimi Cabral; el diseño de luces y la dirección, de Rodolfo García.

El grupo fue fundado en 1989, en Sao Paulo, por los teatristas Iván Cabral y Rodolfo García Vázquez, el director artístico de Liz quien centra su labor, fundamentalmente, en el teatro experimental. Os Satyros trabaja casi simultáneamente entre Brasil y Portugal, aunque ha actuado en otros países.

Os Satyros

Os Satyros es una compañía estable en Sao Paulo, Brasil, con 19 años de existencia y más de 60 montajes. Esta agrupación artística cambió la imagen de uno de los locales de esa urbe en el que regía la violencia de la marginalidad, por punto de cultura apoyados por intelectuales, artistas y periodistas.

La obra Liz, del autor cubano Reynaldo Montero, obtuvo el Premio Fray Luis de León (2007) uno de los galardones, en su género, más importantes de Iberoamérica.

Os Satyros está en Cuba invitado por el Consejo Nacional de las Artes Escénicas de nuestro país, en coordinación con el Ministerio de Cultura de Brasil. (RC)


Fonte: Cultura, 18 de junio de 2008




Presentaciones del grupo de teatro brasileño Os Satyros 

Por: Raúl Fuillerat Alfonso 

El grupo brasileño Os Satyros, dirigidos por de Rodolfo García llega a La Habana para estrenar la obra Liz, de Reinaldo Montero. La Sala Llaurado cita en Calle 11 e/ D y E, El Vedado será la sede donde se presentará la prestigiosa compañía que llega desde Brasil en los horarios habituales, los días viernes 20 y 27, sábados 21 y 28. a las 8:30 PM y los domingos 22 y 29. 5:00 PM. Además de estas presentaciones, el Grupo sostendrá un encuentro en Casa de las Américas (Calle G y 3ª, El Vedado. En el habitual «Espacio para el riesgo» el director, actores y equipo de realización tendrán una conversación con el público asistente. Esto será el lunes 23. 4:00 PM

Os Satyros es una compañía fundada en 1989 en la ciudad de Sao Paulo por Ivam Cabral y Rodolfo García Vázquez, éste último director artístico de Liz. El grupo centra su labor esencialmente en el teatro experimental. Con más de 60 obras en su repertorio,  algunas de ellas han sido llevadas al cine en dos largometrajes y dos documentales. También han estado presentes en la radio con una fundación de una emisora propia.

Esta agrupación teatral con una basta experiencia internacional dentro de la cual se incluyen funciones y talleres en más de una docena de países, tiene en su repertorio autores clásicos, destacándose la Trilogía Grecia Virtual, Müller, Goethe, Valle-Inclán, Büchner y contemporáneos como la alemana Dea Loher, entre otros.

La compañía teatral Os Satyros ha recibido importantes premios del Teatro brasileño Este grupo teatral ha desarrollado también un trabajo comunitario fundando su sede en la Praza Roosevelt, reconocida zona de prostitución y trafico de drogas, donde con su trabajo cultural convirtieron uno de los lugares mas  violentos de la ciudad en punto de encuentro de artistas, periodistas e intelectuales. Su fiesta anual "Satyrianas", al inicio de la primavera, reúne más de 30.000 espectadores en cuatro días.

En cuanto a la obra que nos traen los artistas brasileros, ¨Liz ¨, es ua pieza que obtuvo el  premio Fray Luis de León el pasado año, es el primer trabajo que Os Satyros hacen del autor cubano Reinaldo Montero, un texto basado en las relaciones inter personales y con un sentido humanista de lo que deben ser estas relaciones fundadas en el amor y el respeto. Partiendo de este incitante texto que no se reduce a lo sucedido en una isla en un específico período histórico, Os Satyros han recreado las alegorías que tiene que ver con el poder, el amor y la experiencia artística que abarcan muchas "islas" de la experiencia humana.

El elenco de Liz lo integran Brígida Adele Menegatti, Ivan Cabral, Cléo De Páris, Joao Carlos Ferreira, Phedra D Córdoba, Silvanah Santos, Fabio Penna y Haroldo Costa Ferrari. La escenografía fue concebida por Marcelo Maffei, Ivam Cabral tuvo a su cargo el diseño de la banda sonora, la producción es de Dimi Cabral y el diseño de luces y la dirección de Rodolfo García Vázquez.

En un convenio realizado entre  el Consejo Nacional de las Artes Escénicas, de Cuba, y el Ministerio de Cultura de Brasil, la versión podrá ser vista en la capitalina sala Adolfo Llauradó, además del encuentro en Casa de las Américos. Esta será una buena opción para los amantes del buen teatro.

Fonte: Habana Radio, 17 de junio de 2008



Os Satyros, de Brasil en Cuba


La Habana.- El prestigioso grupo brasileño Os Satyros (Sao Paulo) trae a Cuba su montaje de Liz, pieza con la cual el dramaturgo cubano Reinaldo Montero obtuviera en 2007 el Premio Fray Luis de León, uno de los más importantes en Iberoamérica.

Gracias a la gestión del Consejo Nacional de las Artes Escénicas
, de Cuba, y al Ministerio de Cultura de Brasil, la versión podrá ser vista en la capitalina sala Adolfo Llauradó entre el 20 y 22 próximos y los días 25 y 26 en la sede de Teatro Papalote en la ciudad de Matanzas. Invitado por la Casa de las Américas, Os Satyros ha accedido a sostener un encuentro con el público el lunes 23 a las cuatro de la tarde en el habitual Espacio para el riesgo, que convoca el Departamento de Teatro de esta institución.

Os Satyros, fundado en 1989 en la ciudad de Sao Paulo por Ivam Cabral y Rodolfo García Vázquez, éste último director artístico de Liz, centra su labor esencialmente en el teatro experimental. Desde sus inicios, el colectivo ha despertado interés entre críticos y público y ha abordado con éxito un repertorio amplísimo y diverso.

Durante su intensa vida, han realizado más de sesenta montajes, el grupo ha trabajado entre Brasil y Portugal – Lisboa fue sede transitoria del colectivo – , ha recorrido varias ciudades europeas representando al teatro brasileño en numerosos festivales y ha incursionado también en el cine y en la radio. Su repertorio incluye autores clásicos – es notable en su currículo la Trilogía Grecia Virtual, Müller, Goethe, Valle-Inclán, Büchner – y contemporáneos como la alemana Dea Loher, entre otros.

Numerosos premios otorgados por la crítica y en diversos festivales reconocen la labor escénica e investigativa de Os Satyros durante casi dos décadas de existencia. Para los especialistas la compañía “viene afirmándose como una de las mejores del llamado teatro no convencional en el país”.

Liz, primera obra cubana en el repertorio de Os Satyros e inédita en la escena cubana, engrosa el fecundo catálogo dramatúrgico de Montero quien se destaca como uno de los escritores más prolíferos de su generación. Son numerosos los premios que prestigian su carrera literaria. Entre ellos se destacan Casa de las Américas en 1986 por Donjuanes, Castilla-La Mancha por su pieza Los equívocos morales, llevada a la escena por Teatro Escambray, Juan Rulfo (de Radio Francia Internacional y el Centro Cultural de México en París) por Trabajos de amor perdidos, Premio Italo Calvino en 1996 por su versión de Medea, estrenada por la Compañía Hubert de Blanck bajo la dirección de Abelardo Estorino, y, recientemente, el Premio Alejo Carpentier por su novela La visita de la Infanta.

Montero ha consolidado, paralelamente al amplio ejercicio de la literatura en sus diversas expresiones, una labor fundamental como asesor teatral junto al maestro Vicente Revuelta, considerado el más importante director del teatro cubano del siglo XX.

El elenco de Liz lo integran Brígida Adele Menegatti, Ivan Cabral, Cléo De Páris, Joao Carlos Ferreira, Phedra D Córdoba, Silvanah Santos, Fabio Penna y Haroldo Costa Ferrari. La escenografía fue concebida por Marcelo Maffei, Ivam Cabral tuvo a su cargo el diseño de la banda sonora, la producción es de Dimi Cabral y el diseño de luces y la dirección de Rodolfo García Vázquez.

Fonte: Cubarte, 17 de junio de 2008



Liz, punto de partida para futuros intercambio

El teatrista brasileño Rodolfo García Vázquez, director artístico de Liz, la premiada obra de Reinaldo Montero que puede verse en la sala Adolfo Llauradó este fin de semana y el venidero, declaró para La Ventana que con este montaje, Os Satyros pretende un acercamiento a la nueva dramaturgia cubana y persigue promover un intercambio entre el teatro brasileño y el cubano.

Al final del pasado año, (Reinaldo Montero) nos habló sobre Liz, y despertó nuestra curiosidad. En general, en nuestro trabajo siempre buscamos a dramaturgos contemporáneos para realizar nuestras producciones. El respeto que teníamos por su obra nos llevó inevitablemente a realizar el trabajo. Liz pone en relieve una serie de cuestiones universales. A partir de la realidad de la Inglaterra del siglo XVI, nos provoca a pensar sobre nuestro mundo y las relaciones de poder y la función del arte en la sociedad”, añadió.

Mientras que en Brasil la première de Liz se espera para el año 2009, Os Satyros escogió la escena cubana para el estreno absoluto de la pieza. El espectáculo, según informó su director, se presentará en septiembre en Santa Cruz de la Sierra, Bolivia.

Por otra parte, García Vázquez adelantó que el grupo prepara para este año el estreno de Vestido de Novia, del más importante dramaturgo brasileño Nelson Rodrigues, en varias ciudades de Brasil y tiene prevista una gira internacional.

Espacio para el riesgo, sección habitual de teatro de la Casa de las Américas, acogerá el próximo lunes 23 a las cuatro de la tarde en la sala Manuel Galich, al equipo artístico de Liz para ofrecer una charla ilustrada luego del primer fin de semana de la obra en la sala Adolfo Llauradó.

El espectáculo se mantendrá en la cartelera de la Llauradó, viernes 27 y sábado 28 a las ocho y treinta de la noche y el domingo 29 a las cinco de la tarde.

Fonte: Cubarte, 24 de junio de 2008



Escrito por Ivam Cabral às 10h45
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LIZ E A CRÍTICA


Ivam Cabral e Haroldo Costa Ferrari em "Liz"


SE ESTRENA LIZ A TODO COLOR

Por Agnieska Hernández Díaz


El grupo brasileño Os Satyros, dirigido por Rodolfo García Vázquez, le regaló a La Habana un delicioso montaje de la obra Liz, escrita por el dramaturgo y narrador cubano Reinaldo Montero.


Liz
, respetada por Os Satyros al pie de la letra -como suelen decir algunos para hablar de la fábula que logra llegar a la escena sin sacudirse parlamentos-, resulta la inversión del género teatral para obtener a través de la parodia, la farsa, el cabaret, una profunda reflexión sobre la tristeza, la soledad y los errores implícitos en el arte de gobernar la tierra o el cielo: dígase Dios, dígase Elizabeth I de Inglaterra (alias Liz). Le pregunté a Reinaldo qué le parecía su escénica Liz, dialogada en español y portugués, y respondió “está íntegra, toda, no quitaron nada del texto”.

Raleigh y y el dramaturgo Marlowe han fundado «un antro de perversión» llamado La Escuela de la Noche, donde se cuestiona la anestesia de Dios y donde también se cuestiona a Liz. Liz ordena una investigación con más de sesenta y un espías a su favor. Mientras progresa la investigación, Liz evoca su desprecio por los hombres que alguna vez se le acercaron para dejarla no menos que insensible y, como si fuera poco, convertida en una reina virgen. Liz sorprende a una de sus damas de compañía en brazos de su favorito Raleigh, y lo encarcela. Raleigh se casa con la dama. Liz le asegura que conoce de algo que llaman La escuela de la noche, y lo envía a América. Raleigh, que no es el único conquistador conquistado, regresa a pedir más dinero para su travesía americana, también para imprimir más libelos que andan circulando contra Liz. Dos asesinos se preparan. Liz interroga a Raleigh para que le diga el nombre de alguien que pueda ocupar su puesto. Raleigh nombra a Marlowe. Marlowe es asesinado mientras dos dramaturgos y una tabernera hablan de un tal Shakespeare. La reina ha visto morir a unos cuantos peones, pero aún no logra tener ni una lágrima. Shakespeare escribe una nueva tragedia y el fantasma de Marlowe se acerca a ayudarlo. Despreciado por Shakespeare, Marlowe asegura que jamás volverá a saber de él, que dictará a otro su obra, la dictará en castellano, en otra isla. La obra se llamará Liz. Liz se prepara para la muerte y conversa con el poeta que más admira (Spenser). Finalmente, Liz la insensible logra una auténtica lágrima.

Entre la sencillez de unas telas que delimitan el espacio cortesano y que luego son agitadas en el espacio para revelar una travesía marítima, vemos a personajes que constituyen el verdadero centro escenográfico
creado por Marcelo Maffei. El secreto: un vestuario sin más adjetivos que extraordinario. Elaborados con jirones de telas refinadas, los diferentes trajes aportan un tópico contracultural de apariencia hippie e incuestionable glamour, que armoniza con la gestualidad desenfadada que asumen los actores. Entre bambalinas, dos travestis comentan la acción dramática. Se trata de un paisaje colorido que soporta sin resentirse el debate de ideas filosóficas, la apuesta por objetos tan reales como el micrófono usado tanto para dictar órdenes a un pueblo como para hablarle a Dios suplicándole, intimidándolo, exigiéndole. A este paisaje se integran las capuchas transparentes que marcan a los personajes que van muriendo y una batidora con tomates rojísimos. Es el sonido sordo de la batidora el que aconseja a Raleigh durante el interrogatorio.

Sospecho que Reinaldo Montero y Rodolfo García Vázquez, por contraste, hacen muy buena mezcla. 




Personas que representan lo mejor de la escena y la intelectualidad cubana asistieron a sala llena a ver las representaciones de Os Satyros, y fue unánime el encantamiento:

 
Vicente Revuelta, Abelardo Estorino, Ramiro Guerra, Adria Santana, Eugenio Hernándes Espinosa, Antón Arrufat, Carlos Celdrán, Carlos Díaz, Carlos Pérez Peña, Flora Lawten, Irene Borges, Julio César Ramírez, Lídice Núñez, Luis Alberto García, Mario Balmaseda, Mario Morales, Michaelis Cue, Mónica Gufantti, Nieves Riovalles, Pedro Vera, Jorge Perugorría, Raquel Carrió, Alberto Sarraín, Armando Suárez del Villar, Ulises Rodríguez Febles, Omar Valiño, Aitana Alberti, Alex Fleites, Eliseo Altunaga, Ambrosio Fornet, Arturo Arango, César López, José Adrián Vitier, Desiderio Navarro, Elina Miranda, Ena Lucía Portela, Fernando Martínez Heredia, Guillermo Rodríguez Rivera, Humberto Arenal, Jaime Sarusky, Jorge Ángel Pérez, Jorge Domingo, Luisa Campuzano, Maggie Mateo, María Elena Llana, Marilyn Bobes, Marta Rojas, Mylene Fernández, Nara Araújo, Norberto Codina, Pablo Armando Fernández, Leonardo Padura, Pedro Juan Gutiérrez, Rafael Acosta, Reina María Rodríguez, Reynaldo González, Roberto Méndez, Rogelio Martínez Furé, Senel Paz, Víctor Casaus, Víctor Fowler.


Escrito por Ivam Cabral às 17h53
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HABANA MI AMOR





escrevi em 23 de junho de 2008



Quanta emoção! Chegamos aqui, em Havana, na semana passada. E muitas, muitas coisas aconteceram. O que é estar aqui com a Phedra! Que volta ao país depois de 54 anos. Saiu de Cuba em 1954. Quando tinha uma família estruturada, pais e irmãos. Retorna agora, ávida por reaver suas origens. Encontrou o telefone de um sobrinho, que vive na mesma casa em que viviam seus pais. Telefona pra lá. Atende sua mulher que lhe conta que o marido vive agora em Miami. Mas dá notícias de seu sogro, um dos irmãos de Phedra, que vive na província, não muito longe de Havana. Lágrimas.

Então vamos a um paladar. Um restaurante na casa de uma família cubana. Estamos lá, noite quente, animada. Phedra conta que estudara por ali, no Centro Dramático Galego. Um garçon, que acompanha nossa conversa com interesse, dá a notícia: “Aqui é o Centro Galeco.” Então atravessamos uma porta e chegamos a um teatro.  O local onde nossa diva estreou no teatro, há quase 60 anos! Mais lágrimas...

Na sexta, nossa estréia. Teatro lotado, adrenalina por todas as partes. Ao final do espetáculo, aplaudido calorosamente, Rodolfo toma a palavra. Agradece a acolhida dos cubanos e revela um pouco da história de Phedra. Que volta ao seu país depois de 54 anos. Muito mais lágrimas....

No sábado, o ministro da Cultura, Abel Pietro, aparece no teatro para nos assistir. Ao final, beija as mãos de Phedra, nos acompanha em conversas deliciosas. E nos convida para fazer um especial para o Canal Educativo, uma das quatro emissoras de tevê do país.

Muito mais coisas para contar. Que Phedra, teve tratamento vip na alfândega. Que chegou como uma estrela. Que em todos os lugares em que esteve, foi tratada sempre como uma diva.

Que fomos, ontem, a uma festa ilegal. Sim, há muitas por aqui. Você entra num carro – desses muito antigos, dos anos 50 – e entrega a Deus. Ninguém que entra nesses carros sabe para onde está sendo levado. Somente esses motoristas têm o endereço. Então você sai da cidade, pega uma auto-estrada, anda por uns 45 minutos mais ou menos, e depois chega a uma casa. No meio do mato. E lá estão as drags, os michês, as putas. E muita salsa e muito run.

Havana é uma cidade linda. Há música e alegria por toda parte. E os cubanos, além de serem bonitos e charmosos,  são adoráveis. Sempre alegres e divertidos. E excelentes anfitriões. Todas as noites somos convidados para festas. Com muita salsa, muito regaton, rebolados, calor, boa cerveja e muito, muito run.

E a peça? Estreou linda, poderosa. Estamos felizes. E com as almas plenas. E já estamos convidados para voltar ao país no próximo ano. Convite vindo diretamente do ministro Pietro, agora já nosso amigo.

Mas acho que a melhor notícia é que Phedra foi convidada para encenar uma peça aqui no próximo ano. Sim, produzida e dirigida por artistas cubanos. Passará três meses em Havana.

O mais bacana disso tudo é que o Evaldo Mocarzel está aqui conosco. Documenta cada passo, cada respiro do grupo. Parece que vamos ter uma trilogia Satyros. Ele tem trabalhado conosco desde o início do ano. E possui mais de 300 horas de material gravado.

O acesso à internet aqui é bem complicado. Não existem lan houses. Somente os grandes hotéis é que disponibilizam alguns micros a preços bem salgados. Mais ou menos uns 10 reais a hora. E em geral essas máquinas são bem lentas.

Faço aniversário nesta semana. No dia 25. E comemorarei esta minha nova idade em Varadeiro, uma praia a 2 horas de Havana.  Não é pra ficar feliz?



Escrito por Ivam Cabral às 17h35
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FIZ ANIVERSÁRIO

No dia 25, comemorei, em Varadeiro, em Cuba, mais um ano de vida. Foi um aniversário incrível. Recebi centenas de mensagens de carinho, de amigos de várias partes do planeta. Duas mensagens me sensibilizaram:

sob
teus pés
um palco
prolongando
o aplauso
desse dia.
Vc merece, ivam
astier basílio

que tua alma sempre tenha vôos...
e que vc não precise de asas...
que a queda seja de espuma...
que haja miolos no meio furacão onde se respire
que sua janela dê vista pro mar
que sua casa sonhe ser mundo...

que vc seja...
cleiton pereira


Escrito por Ivam Cabral às 16h54
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HABANA MI AMOR

Nosotros estamos en Cuba!
Vida loca, muy loca.
O acesso `a internet 'e complicado.
Mas vamos que vamos.
Besitos a todos!!



Escrito por Ivam Cabral às 01h16
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Os Satyros en Cuba, invitado por la Casa de las Américas

El prestigioso grupo brasileño Os Satyros (Sao Paulo) trae a Cuba su montaje de Liz, pieza con la cual el dramaturgo cubano Reinaldo Montero obtuviera en 2007 el Premio Fray Luis de León, uno de los más importantes en Iberoamérica. Gracias a la gestión del Consejo Nacional de las Artes Escénicas, de Cuba, y al Ministerio de Cultura de Brasil, la versión podrá ser vista en la capitalina sala Adolfo Llauradó los fines de semana próximos en el horario habitual: viernes 20 y 27 y sábados 21 y 28, a las ocho y treinta de la noche y domingos 22 y 29 a las cinco de la tarde.

Invitado por la Casa de las Américas, Os Satyros ha accedido a sostener un encuentro con el público el lunes 23 a las cuatro de la tarde en el habitual “Espacio para el riesgo”, que convoca el Departamento de Teatro de esta institución.

Os Satyros, fundado en 1989 en la ciudad de Sao Paulo por Ivam Cabral y Rodolfo García Vázquez, éste último director artístico de Liz, centra su labor esencialmente en el teatro experimental. Desde sus inicios, el colectivo ha despertado interés entre críticos y público y ha abordado con éxito un repertorio amplísimo y diverso.

Durante su intensa vida, han realizado más de sesenta montajes, el grupo ha trabajado entre Brasil y Portugal —Lisboa fue sede transitoria del colectivo—, ha recorrido varias ciudades europeas representando al teatro brasileño en numerosos festivales y ha incursionado también en el cine y en la radio.

Su repertorio incluye autores clásicos —es notable en su currículo la Trilogía Grecia Virtual, Müller, Goethe, Valle-Inclán, Büchner— y contemporáneos como la alemana Dea Loher, entre otros.

Numerosos premios otorgados por la crítica y en diversos festivales reconocen la labor escénica e investigativa de Os Satyros durante casi dos décadas de existencia. Para los especialistas la compañía “viene afirmándose como una de las mejores del llamado teatro no convencional en el país”.

Liz, primera obra cubana en el repertorio de Os Satyros e inédita en la escena cubana, engrosa el fecundo catálogo dramatúrgico de Reinaldo Montero, quien se destaca como uno de los escritores más prolíferos de su generación.

Son numerosos los premios que prestigian su carrera literaria. Entre ellos se destacan Casa de las Américas en 1986 por Donjuanes, Castilla-La Mancha por su pieza Los equívocos morales, llevada a la escena por Teatro Escambray, Juan Rulfo (de Radio Francia Internacional y el Centro Cultural de México en París) por Trabajos de amor perdidos, Premio Italo Calvino en 1996 por su versión de Medea, estrenada por la Compañía Hubert de Blanck bajo la dirección de Abelardo Estorino, y, recientemente, el Premio Alejo Carpentier por su novela La visita de la Infanta.

Montero ha consolidado, paralelamente al amplio ejercicio de la literatura en sus diversas expresiones, una labor fundamental como asesor teatral junto al maestro Vicente Revuelta, considerado el más importante director del teatro cubano del siglo XX.

El elenco de Liz lo integran Brígida Adele Menegatti, Ivan Cabral, Cléo De Páris, Joao Carlos Ferreira, Phedra D Córdoba, Silvanah Santos, Fabio Penna y Haroldo Costa Ferrari. La escenografía fue concebida por Marcelo Maffei, Ivam Cabral tuvo a su cargo el diseño de la banda sonora, la producción es de Dimi Cabral y el diseño de luces y la dirección de Rodolfo García Vázquez.

Fonte: http://laventana.casa.cult.cu/modules.php?name=News&file=article&sid=4274



Escrito por Ivam Cabral às 13h57
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"LIZ" TAMBÉM NA BOLÍVIA

Engraçado. Mas "Liz", antes de ser apresentada em São Paulo, fará um trajeto inusitado. Estréia em Cuba, se apresenta em algumas cidades do interior de São Paulo e, por fim, faz apresentações em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, em setembro. Com isso, e com as apresentações de "Vestido de Noiva" - no Centro Cultural a partir de julho, e no Rio, em outubro -, a gente fica sem agenda para mostrar a peça aqui em São Paulo. Os paulistanos só poderão conferir o espetáculo a partir de janeiro.



Escrito por Ivam Cabral às 11h27
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CUBA, LÁ VAMOS NÓS!

"Liz", de Reinaldo Montero, na encenação dos Satyros é uma peça hippie. Neo-hippie. Teria tudo para ser escura, híbrida, triste. Nós a quisemos colorida. Trágica, mas esperançosa. No cenário, bambolinas se trasformam em colchas de retalhos. Na trilha, Janis Joplin, Velvet Underground, Roberto Carlos, Beatles. No coração dos atores, desejo de criar um espetáculo poderoso, intenso, inteiro. Vejam as primeiras imagens.

 
Em sentido horário: Cléo De Páris, Phedra D. Córdoba, Brígida Menegatti, Haroldo Costa Ferrari, Ivam Cabral e Fábio Penna



Ivam Cabral, Cléo De Páris e Fábio Penna, Haroldo Costa Ferrari e Fábio Penna


Nossa rainha, Cléo De Páris



Escrito por Ivam Cabral às 13h55
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VERDADE

Eu minto pra mim diariamente: sou feliz, sou feliz, sou feliz.

Escrito por Ivam Cabral às 13h37
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ILUMINAÇÃO

Esta montagem do texto "Liz", de Reinaldo Montero, pode ser um divisor de águas na minha vida. Por vários motivos. O principal, talvez o mais importante, é que o texto foi se determinando em nossas vidas. Lenta e gradativamente. Como uma profecia, foi se desenhando sobre as nossas cabeças. Então, fomos pagando um preço muito alto pela nossa ingenuidade. Sim, no início o tratamos de forma leviana. Embora tivéssemos estudado, pesquisado, quase à exaustão, foi o nosso sangue que determinou algumas verdades. E o teatro, poderoso como só, se impôs, impiedoso, sobre as nossas cabeças. Eis umas frases:

Governar é castigar, é cumprir com um castigo.

A justiça é um exercício de temor.

Deus, concede-me sentir. Sentir sem medo de sentir.

As coisas vão mal pra você, na tua ilha, no teu governo. Olha como tudo, até a luz, está morrendo, está morrendo, está morrendo.

Não sei por que, sinto vontade de perdoar. Depois de derramar sangue, a gente precisa lavar as mãos com perdões, a gente tem que tornar vil alguém com perdão. Mas perdoar o quê? Quem?

Temi não ver a luz do dia.

Eu não sei exatamente onde estas frases entram em nossas vidas. Mas que elas tiveram um peso determinante no processo, isso elas tiveram. A  dez dias de nossa viagem, dois atores deixaram o processo. E eu, juro, temi não ver a luz do dia. Então eu entendi o que o Reinaldo quis dizer quando escreveu que
governar é castigar, é cumprir com um castigo. Porque, e apesar de tudo, sábado embarcaremos pra Havana. Afinal, the show must go on.

Me lembrei que escrevi um texto, certa vez, falando sobre isso. Vou reproduzi-lo aqui:


Transformações Psicofísicas e Não Só

Há sempre muita coisa acontecendo entre as coxias de um teatro quando um grupo se reúne em torno de uma obra qualquer. Independentemente do que se está trabalhando no palco, existem outras questões sendo discutidas entre o elenco e a equipe, nos bastidores. Tramas paralelas que o espectador desconhece e que nunca serão levadas à cena. Como no palco, os bastidores podem revelar histórias de amor, de ódio ou intrigas, simplesmente.

Existem obras que por si só já causam arrepios nos intérpretes. Reza a lenda teatral que Macbeth, de Shakespeare, é um desses trabalhos. Em certos lugares do planeta é sinal de má sorte o simples pronunciamento do título desta obra. Realizá-la, então, é um ato de coragem. Existem desde histórias de incêndio de teatros onde Macbeth era apresentada, até desgraças de última hora como mortes, acidentes e etc. Histórias à parte, o fato é que não estamos ilesos a essas energias.

Energias que podem ser fabricadas por um grupo qualquer, por uma obra qualquer. Podem ser energias boas. Ou más. O fato é que toda obra, por si só, é geradora de energias. Porque são emoções que se trabalham. Nada sobrenatural, portanto.

Meyerhold dizia, em sentido figurado, que o jogo do ator é seu duelo com o tempo. E falar de tempo é fazer um paralelo muito tênue com as paixões. Porque só a paixão pode motivar este duelo. Não teríamos o sentido do desbravamento se não fossemos movidos por um sentimento tão nobre. Assim, vencer o tempo é travar um duelo com as nossas paixões. Mais íntimas, na maioria das vezes.

O ator deve vencer sempre as etapas de suas conquistas no palco, continuamente. Como o seu trabalho é feito essencialmente num plano imagético e sua procura deve ser a síntese de uma idéia, um recorte muito particular de suas observações mais íntimas, sua sensibilidade é aguçada diariamente e a todo instante. Ele está mais alerta às sucessões de idéias, dos objetivos a serem atingidos. O bom ator é consciente e tem plena clareza de sua atividade. Metamorfoseia-se pelo prazer de seu duelo com o tempo e resiste às mais bravas e pertinentes questões.

Mas existe a energia que se é trabalhada pelo grupo, proposta pelo autor, pela direção ou criada por este grupo em torno de uma idéia, de uma sensação. Pode ser uma energia de fácil controle ou prazerosa, quando surgida de situações simples do cotidiano. Mas em muitos casos a energia da tragédia se instaura e o clima torna-se pesado, quase insuportável. Não é uma energia individual, é coletiva na maioria das vezes. Portanto, não basta ser controlada ou dominada por um intérprete ou outro. É o grupo, como um todo, que deve estar disponível para domá-la, domesticá-la.

Sabemos que o fenômeno teatral é sempre uma operação complexa, onde invocamos uma série de mecanismos para estruturá-lo, que vai desde a relação da direção que determinou as linhas mestras daquela obra até o momento onde o intérprete encontra-se com o público numa simbiose que propõe inversões, identificações ou simplesmente recusas de emoções. Sabemos também que este encontro pode determinar mudanças de valores, de posicionamentos, de maneiras de estar no mundo. É muito grandiosa esta arte!

Existem intérpretes que passam por transformações radicais. Não apenas de humores que se alteram, mas verdadeiras mudanças que vão além do plano real ou emocional. São as reações psicofísicas que podem se manifestar num batimento cardíaco mais acelerado ou simplesmente numa respiração ofegante ou desritmada.

Mas, se o fenômeno teatral provoca essas reações psicofísicas em seus intérpretes, não seria fácil crer que este mesmo fenômeno pode desencadear, no exercício diário de sua função, energias tão fantásticas e motivadoras como destruidoras e negativas? Não podemos esquecer que além da história contada no palco, existe uma outra, ou muitas, as dos bastidores, aquelas que dificilmente chegarão aos olhos e ouvidos do público.

Quando se está em cena o intérprete cria uma máscara que o protege. Ele está, sempre em duplo, no comando de suas ações. O ator, na coxia, está sozinho. Não se protege por máscaras e tem que saber domar as energias q