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Terras de Cabral - o Blog do Ivam


EMOÇÃO

Germano Pereira, Cléo De Páris, Hubert Alquéres e Ivam Cabral

Hoje estive na Imprensa Oficial e conheci o projeto editorial do livro "Cia. Os Satyros, 20 anos". Incrível, é tudo o que eu posso dizer. O lançamento acontece em janeiro e eu estou emocionado!



Escrito por Ivam Cabral às 23h26
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A NOSSA REVOLUÇÃO

    “A gente acreditou que uma mesinha na calçada pudesse mudar o mundo”
    Daniela Jacinto
    Fundada em 1989, em São Paulo, por Ivam Cabral e Rodolfo García Vázquez, a Companhia Os Satyros instalou-se em São Paulo no ano 2000. É considerada a responsável direta pela revitalização da Praça Roosevelt, que na época era uma das regiões mais perigosas da cidade, comandada pelo tráfico e pela prostituição. A companhia atua em vários segmentos artísticos, seja na publicação de livros, na produção radiofônica, televisiva e cinematográfica. Atualmente, Os Satyros possuem vários núcleos de trabalho, contando com mais de 50 profissionais, em duas sedes: São Paulo e Curitiba. Ao longo de 20 anos, atuaram em 15 países, produziram mais de 60 espetáculos e receberam importantes prêmios do teatro brasileiro e também do exterior. Por conta do respeito adquirido com o trabalho no Satyros, o governador José Serra fez uma proposta a Ivam Cabral: a concepção da São Paulo Escola de Teatro, uma escola estadual, pública e gratuita, dirigida a jovens que tenham cursado o 2º grau, ou seja, um centro de formação de artistas teatrais que estaria situado na Praça Roosevelt, e seria estruturado sobre uma base pedagógica inovadora. Esse sonho, conforme Ivam, contou com um coletivo de artistas que idealizou e planejou como seria a escola. A sede será no número 210 da Roosevelt, ao lado do Espaço dos Satyros, mas as aulas já começam em um local provisório. A sede oficial deve estar pronta no segundo semestre do ano que vem, ocasião em que a reforma será concluída. Em entrevista ao Mais Cruzeiro, Ivam fala um pouco da trajetória do Satyros:

    Ivam, que avaliação você faz desses 20 anos de teatro do Satyros? Imaginava que fosse crescer tanto?
    Não queria que a minha resposta soasse prepotente, mas sim. Os Satyros foi pensado para ser um grupo que entrasse para a história do teatro brasileiro. Quando a gente criou, só pensava nisso. Fomos muito atrevidos! Mas o Satyros é um grupo construído dia a dia. A gente nunca trabalhou em espetáculos comerciais, nunca cedeu. Por isso foi um trajeto meio complicado, difícil mesmo. Faltou muito dinheiro, incentivo, mas mantivemos uma coerência de proposta.

    Vocês construíram uma outra história para a Praça Roosevelt. Na sua opinião, o país seria melhor se outros artistas se apropriassem de espaços como esse?
    A Praça Roosevelt mudou porque a gente acreditou que uma mesinha na calçada pudesse mudar o mundo. Quando chegamos ali, tudo era muito escuro e ninguém passava na Praça depois das 19h. De repente, colocamos uma mesa na calçada e acendemos uma luz. O teatro é isso, é lindo porque a gente pode. Não só o teatro, mas qualquer cidadão pode fazer isso. Podemos mudar o mundo sim, se não pudermos mudar São Paulo, podemos mudar nossas ruas! A ditadura fez isso com as pessoas, fez com que pensássemos que nossas calçadas não nos pertenciam, que não podíamos sair às ruas, mas quando você tem outra visão, tudo muda. Eu penso que principalmente nós, artistas, temos a obrigação de acender uma luz.

    Os Satyros começou com uma proposta mais marginal, underground e acabou se tornando pop. Essa popularidade os distancia daquele glamour de teatro mais cult?
    Quem classifica isso é a imprensa, o público, os formadores de opinião. Eu não sinto que a gente mudou, sinto que a partir de um momento se tornou conhecido, respeitado. Ter se tornado um grupo pop é superpositivo e ao mesmo tempo terrível. É bacana por sermos reconhecidos e negativo porque a partir daí a gente não ganha mais apoio, começam a achar que a gente é auto-suficiente e isso faz ainda com que determinados trabalhos nossos cheguem para a crítica de forma um pouco exacerbada e não muito consistente, nos prejudicando...

    Vocês mostraram que é possível fazer teatro de qualidade a preços populares. Como conseguem?
    Temos uma forma de pagamento que é o “ingresso consciente”, deixando que o espectador defina o valor. Isso tem funcionado. Muita gente tem consciência, tem gente que paga mais do que achamos que deveria e também aqueles que não tem dinheiro. Nosso trabalho é tentar quebrar um pouco o estigma de que o teatro tem de ser uma coisa muito distante do seu público. Se é a apresentação em um grande teatro comercial, as pessoas acham que o cara do palco é um deus, mas nós, como artesãos que somos, queremos chegar ao público de outra forma, então a gente tenta criar uma relação diferente entre palco e plateia para que as pessoas possam encarar esse trabalho de forma absolutamente natural. É uma outra maneira de fazer teatro, mas tem seu preço: a gente tem menos dinheiro que o cara da sala grande. Esse é o custo que se paga, mas enquanto conseguirmos manter e pudermos dar acesso à população, essa vai ser nossa meta, sempre.

    As Satyrianas é um festival de artes que conta com uma intensa programação. No ano passado vocês alcançaram um público estimado em 30 mil pessoas. Qual é a expectativa para este ano?
    A gente encara as Satyrianas como uma renovação do teatro resistente. É um evento que mistura diversas tribos, desde o teatro popular até o mais experimental do mundo. Nosso trabalho não tem fronteiras. Sabe a música “Imagine”, de John Lennon? Então, o mundo perfeito existe e posso afirmar que tem existido em todos os anos e nunca houve uma briga sequer, nenhuma confusão. No ano passado recebemos mais de 30 mil pessoas. Não sei como será este ano, mas vierem os 30 mil do ano passado já estará lindo.

    Muitos sorocabanos fazem parte da equipe do Satyros. O que você acha do teatro sorocabano, dos nossos atores?
    Temos uma peculiaridade com Sorocaba bastante particular. A Ângela Barros trabalhou com a gente e dava aula aí. Temos muitos atores de Sorocaba como o Henrique Melo, o Eduardo Prado que é um excelente ator e é médico em Sorocaba, o Robson Catalunha, Rodrigo Scarpelli, a Geisa, Melanie, tem mais gente ainda, enfim, é superestreita essa relação. Tem uma coisa engraçada e particular que aconteceu com a gente, e envolve Sorocaba, que é sobre a São Paulo Escola de Teatro. Quando precisamos estruturar a parte pedagógica chamamos o José Simões, que formatou o curso de artes cênicas da Universidade de Sorocaba. Ele nos ajudou na supervisão pedagógica da escola de teatro, mas fomos buscar esse conhecimento nele pela profunda admiração no trabalho que ele implantou aí. Tem também o trabalho que a Ingrid Koudela vem fazendo na Uniso, enfim, acho os atores sorocabanos bastante interessantes, estudiosos, preocupados em aprender. Tenho bastante admiração pelo que Sorocaba vem construindo nessa área e sei de sua história com o teatro.
    Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul, Sorocaba, 01/11/2009



Escrito por Ivam Cabral às 10h31
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PROCESSO SELETIVO PARA ARTE-EDUCADORES

SP Escola de Teatro abre inscrições para professores

Até o dia 17 de novembro, estão abertas as inscrições para o processo seletivo de professores da São Paulo Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do. Os interessados devem entregar um currículo das 10h às 16h, na sede provisória da Escola, situada na Avenida Rangel Pestana, 2401, Brás, São Paulo, Capital. Mais informações pelos telefones (11) 2292-8143 e 2292-7988 e pelo site www.assaoc.org.br (em processo seletivo).

A São Paulo Escola de Teatro nasce com o objetivo de formar profissionais técnicos e especializados nas artes cênicas. A instituição foi idealizada pelo Governador José Serra, que reuniu um coletivo de artistas para pensar uma escola pública, gratuita e de formação técnica. A Escola de Teatro funcionará inicialmente na Oficina Cultural Amácio Mazaroppi, no bairro do Brás, e oferecerá oito cursos regulares, com carga horária mensal de 96 horas, que abrangem o amplo espectro do fazer teatral: iluminação, técnicas de palco e cenografia, atuação, direção, humor, sonoplastia, e dramaturgia.

Os cursos são dirigidos a jovens maiores de 18 anos (com 2º grau completo) e artistas que buscam aperfeiçoar seus conhecimentos na área do teatro. Serão abertas 1.200 vagas, ao ano, sendo 200 para alunos regulares e as demais para alunos dos cursos de difusão cultural.

O início das inscrições para alunos está previsto para começar em 26 de novembro.

Inscrições para professores da São Paulo Escola de Teatro
Início: 26 de outubro
Término: 17 de novembro
Local e Horário:
SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do Palco
Avenida Rangel Pestana, 2.401- Brás
São Paulo/SP
Fone: (11) 2292-8143/2292-7988
Horário: 10h às 16h



Escrito por Ivam Cabral às 00h19
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SP ESCOLA DE TEATRO


http://www.spescoladeteatro.org.br



Escrito por Ivam Cabral às 18h11
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ZÉ CELSO ENCERROU AS SATYRIANAS

Perto das 23h00 de ontem, enquanto Phedra D. Cordoba encantava o seu público com "Stranger? Estranho", a praça Roosevelt foi invadida pelo Teatro Oficina. Zé Celso era o mais animado. Foi assim que encerramos as nossas Satyrianas 2009. De longe a mais incrível de todas as edições. Evoé!!



Escrito por Ivam Cabral às 21h47
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RECORDE TOTAL

54 mil 

pessoas passaram pela praça Roosevelt nos 4 dias das Satyrianas.

depois volto aqui pra fazer o balanço final.



Escrito por Ivam Cabral às 14h05
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VISUMIX - SATYRIANAS 2009

Fotos: Fábio Delduque



Escrito por Ivam Cabral às 17h15
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MAIS RECORDE

No terceiro dia das Satyrianas, mais de 12 mil 

pessoas passaram pela praça Roosevelt.



Escrito por Ivam Cabral às 02h59
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DO MEU IPHONE

sábado, 23h.



Escrito por Ivam Cabral às 17h30
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SATYRIANAS, SÁBADO À NOITE

 

ISSO É VISUMIX

Photos by FOTOMIX: Flavio Sampaio, Luciana Camargo, Inês Correa, Flavio Sampaio, Flavio Sampaio



Escrito por Ivam Cabral às 13h56
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MAIS RECORDE

Na segunda noite das Satyrianas, mais de 15 mil 

pessoas passaram pela praça Roosevelt. Eba!!



Escrito por Ivam Cabral às 13h26
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