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TWITTADAS
No dia 15 de junho, nosso governador José Serra twittou: "Kassab, Ivam Cabral, Rodolfo Vázquez, dos Satyros, e eu caminhamos um bom pedaço pela Av. Paulista lotada. Tranqüilo, numa boa."
Escrito por Ivam Cabral às 17h55
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13.500 CIGARROS DEIXADOS DE FUMAR
Estava ao telefone com o meu irmão Dimi. Hoje ele está especialmente espirituoso. Desde a morte do meu pai, há 9 anos, minha mãe deixou a nossa cidade natal, Ribeirão Claro, e foi viver com ele em Curitiba. Vivem felizes por ali, embora a cabeça da minha mãe, octagenária, começa a pregar algumas peças. Mas o Dimi é o nosso herói. Trata a dona Eunice como se fosse realmente uma princesa. E ali eles estão felizes mesmo. Como eu, o Dimi também parou de fumar. Há quase seis meses, desde o o dia 1 de janeiro. Conversando com ele, há pouco, soube que deixei de fumar 13.500 cigarros que, se enfileirados, percorreriam uma distância de quase 1.000 metros. Como fiquei sabendo isso? No meio da conversa ele buscou uma fita métrica, mediu um cigarro (do Cláudio, nosso único irmão fumante), pegou uma calculadora e fez os cálculos. Tudo isso enquanto falávamos amenidades. A vida não é mesmo uma beleza e tudo isso não é realmente incrível?
Escrito por Ivam Cabral às 21h29
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VIVA EU!!!
hoje, 9 meses sem fumar!
Escrito por Ivam Cabral às 18h18
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SAIU NO JORNAL VALOR
Teatro: Em 20 anos, os Satyros se consolidaram como grupo cult, que reúne uma fauna urbana em sua plateia: moradores de rua, intelectuais da USP e até José Serra.
Por Maria da Paz Trefaut, para o Valor, de São Paulo
Com a trilogia do Marquês de Sade - "Filosofia na Alcova", "120 Dias de Sodoma" e "Justine" - a companhia de teatro Os Satyros celebra 20 anos de existência. A escolha dos textos é proposital. Sade representa o ponto de ruptura do grupo que nasceu encenando uma peça infantil e cresceu marcado pela transgressão, à margem do teatro comercial. "A gente teria sido uma companhia mais burguesa, se não tivesse encontrado Sade em 1990. Ele surge como resposta às nossas inquietações num país que tem Collor de Mello no poder e falta de perspectivas culturais. Não era o sexo que nos interessava: Sade coloca questões mais importantes do que a libertinagem. Há poucos anos, quando concebemos 120 Dias de Sodoma, estávamos em pleno mensalão. Era uma analogia direta com Brasília e foi a forma que nos pareceu mais adequada de dialogar com a política", diz Ivam Cabral, ator, dramaturgo e um dos fundadores da companhia. O encontro entre o paranaense Ivam Cabral e o diretor paulistano Rodolfo García Vázquez, em 1989, que dá origem aos Satyros é, desde o início, permeado pela precariedade financeira e pelo desejo de abalar as estruturas morais, sociais e políticas. Duas décadas depois de enfrentar dificuldades de toda ordem, eles continuam com problemas de sobrevivência. Mas se tornaram uma referência na contramão do mainstream, com um espaço aberto a grupos experimentais e a novos nomes da dramaturgia. Instalados na praça Roosevelt, na zona central de São Paulo, onde têm dois teatros, criaram ali um polo cultural de experimentação, uma espécie de off Broadway paulistana. "Acho muito legal imaginar que a gente está consolidando um espaço assim, que daqui a 10 ou 20 anos vai ser olhado como um foco de produção e de pensamento", afirma Cabral. A dificuldade em encontrar um palco para encenar o que queriam e a sensação de não pertencer a nenhum grupo levaram os Satyros a criar o seu espaço. Assim, eles se estabeleceram em 2000, na praça Roosevelt, num prédio onde funcionava um apart-hotel de travestis, de alta rotatividade. Na época, a praça era um ambiente deteriorado, dominado pelo tráfico de drogas e com estabelecimentos fechados em decorrência de chacinas. Nem iluminação havia, para permitir que executivos frequentassem os hotéis sem ser vistos. Impossibilitados de ignorar os problemas ao redor, os Satyros começaram a estabelecer um diálogo com a vizinhança. Apostaram na revitalização do local e atraíram novos grupos. Depois deles chegaram os Parlapatões, livrarias e até bares com um novo perfil, que tornaram a praça um espaço fervilhante e boêmio, que passou a ser ponto de encontro de uma vertente alternativa do mundo artístico. Até 2005 eles receberam ameaças de morte dos traficantes. Mas 2003 foi um divisor de águas. Nesse ano, a peça "Filosofia na Alcova" - Sade, mais uma vez - repercutiu, o teatro começou a lotar e o grupo se tornou cult. Apesar dos prêmios e da avaliação positiva da crítica, a plateia dos Satyros continuou muito heterogênea. Ali há um pequeno recorte da fauna urbana, que não se vê habitualmente em outros teatros - gente da periferia, travestis e moradores da praça - misturados a intelectuais da Universidade de São Paulo e até o governador José Serra, que é espectador de teatro e acompanha a atividade do grupo há vários anos. Muito mais pelo sexo do que pela política, em todas as plateias do mundo em que se apresentaram, os Satyros causaram polêmica. Na Escócia foram denunciados pela Associação da Moral e dos Costumes. Em Kiev, na Ucrânia, o espetáculo foi cancelado depois de três dias. Mas em Lisboa, por causa do escândalo, "Filosofia na Alcova" acabou por se tornar um sucesso: deveria ter ficado três semanas em cartaz e permaneceu por quase um ano com casa permanentemente cheia. Não foi só na Europa que a exibição de atores nus, cenas escatológicas e o elogio da libertinagem estigmatizaram o grupo. Eles enfrentaram a mesma discriminação quando voltaram para o Brasil, depois de sete anos de exílio voluntário em Portugal. Percorreram teatros, procuraram empresários e só ouviram negativas. Eram considerados pornográficos nos parâmetros do teatro comercial, intelectuais demais para os pornôs. Filhos distantes do Oficina, os Satyros surgiram num cenário teatral no qual os principais expoentes eram Antunes Filho e Gerald Thomas. "O Zé Celso foi um mito inspirador, mas não modelo: o Oficina estava totalmente fora de circuito nos anos 80. A gente viveu um estigma louquíssimo, mas era muito careta: não tomava droga, não fazia suruba. As pessoas associavam o grupo a essa imagem e não entendiam nosso espírito libertador. A gente queria repensar o Brasil", insiste Cabral. Esse perfil que beira a marginalidade tem outra avaliação para a professora da Escola de Arte Dramática (EAD), Silvana Garcia. "A marginalidade deles é suspeita, pois possuem uma inserção vigorosa no circuito alternativo. Eles fazem um teatro instigante e acho que fizeram peças muito mais marcantes do que Sade: Retábulo da Avareza, Luxúria e Morte, de Ramón del Valle-Inclán, A Vida na Praça Roosevelt e outros textos de Oscar Wilde e autores brasileiros. Aquilo é um caldeirão fervilhante, aberto a uma permanente experimentação, onde nem tudo é bom, mas há muita qualidade." Nas duas salas dos Satyros, às vezes, chegam a ser apresentados 17 espetáculos por semana de grupos diferentes. É essa abertura ao novo que levou o governador José Serra a entregar ao grupo a concepção de uma escola pública de teatro que será aberta na praça ainda neste ano, num prédio abandonado. O projeto da escola é um coletivo, que envolve os Satyros, os Parlapatões e o Teatro da Vertigem. Haverá cursos de formação na área técnica - cenário, iluminação, sonoplastia - e dramaturgia. Com tantos projetos em andamento, a companhia não tem garantias do próprio futuro. Os imóveis que ocupa são alugados e, depois da revitalização da praça, a especulação imobiliária chegou. Viver do trabalho no teatro também é impossível. "Não dá para viver dos Satyros ou dos Parlapatões, é inviável. Quando não há fomento a um determinado espetáculo, como agora, cada ator tira R$ 400 ou R$ 500 por mês. Ainda há muito para fazer para dar dignidade à profissão", diz Cabral. Embora prefira a expressão "teatro crítico" em vez de "experimental", ele acredita que não há mais divisão entre esse teatro e o comercial. Hoje os atores, diretores e dramaturgos circulam entre os dois mundos. Assim como Adriane Galisteu já se apresentou no palco dos Satyros, é natural que um ator formado por eles vá para o elenco de uma novela para ganhar mais. "Essa fiscalização do ator não interessa mais. Antes, havia muita ideologia e todos comungavam daquilo que faziam. Passaram-se 20 anos, não é mais assim," diz Cabral. A própria ideia de plateias desconfortáveis, pensadas propositalmente para ser assim, pode mudar. O Espaço Satyros 1 já tem ar-condicionado e, aos poucos, eles pretendem dar mais conforto aos espectadores. Antes, não queriam nem mesmo que o público se sentasse em uma poltrona. Pretendiam proporcionar uma "experiência verdadeira, sem maquiar nada, num teatro sem dinheiro". A falta de dinheiro continua, mas muita coisa mudou. Fonte: Valor, 30/04/2009
Escrito por Ivam Cabral às 23h07
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DO BLOG DA RACHEL ROCHA
BOA NOTÍCIA SP ganha primeiro ambulatório dedicado exclusivamente para travestis e transexuais do paísCentro, inaugurado nesta terça, 9, terá profissionais especializados para atender esses grupos sociais São Paulo ganha o primeiro ambulatório de saúde do Brasil dedicado exclusivamente a travestis e transexuais. A Secretaria da Saúde inaugurou nesta terça, 9, um centro com profissionais especializados, preparados para lidar com as dificuldades e demandas específicas desses grupos sociais. O evento teve a participação do governador José Serra e dos secretários da Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata, e da Justiça, Luiz Antonio Marrey. O ambulatório, que terá capacidade para 300 atendimentos por mês, dará assistência integral a travestis e transexuais e contará com atendimento especializado em urologia, proctologia e endocrinologia (terapia hormonal), avaliação e encaminhamento para implante de próteses de silicone e cirurgia para redesignação sexual. As demandas foram estabelecidas com base nas solicitações mais recorrentes observadas nos serviços de saúde e apontadas também pelos movimentos sociais que atuam no setor. "Essa é uma comunidade que precisa desesperadamente de um atendimento integral de saúde e eles vão receber isso", afirmou o governador José Serra.
O centro deverá se tornar uma referência para a saúde pública no país. Para isso, irá elaborar protocolos clínicos, desenvolver e avaliar tecnologias e modelos assistenciais e promover atividades integrando movimentos sociais. Será também um local de treinamento para profissionais de saúde nessa área de atuação. "Essa é a base, o que dá sustentação para à ideia que hoje estamos transformando em prática aqui nesse centro", destacou Serra durante o evento. A orientação sexual e a identidade de gênero são fatores determinantes para a saúde, não apenas por implicarem em práticas sexuais e sociais específicas, mas também porque podem significar o enfrentamento cotidiano de preconceitos e violações de direitos humanos. "Trabalhamos para todos e para todas. Eles são considerados cidadãos e, portanto, devem merecer serviços públicos e devem ser defendidos da discriminação e das agressões", completou Serra.
"Com o novo ambulatório, os travestis e transexuais terão um lugar onde eles podem ter a certeza e a tranqüilidade de que não serão discriminados de maneira nenhuma. E que encontrarão uma equipe 100% preparada para atendê-los. É um estímulo para que eles possam cuidar melhor da saúde. Há um ganho para todos. Só quem perde é o preconceito", considerou o Secretário de Estado da Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata. O ambulatório ficará localizado no Núcleo de DST do CRT/Aids e estará aberto de segunda a sexta, das 14h às 20h. O CRT/Aids fica na rua Santa Cruz, nº 81, na Vila Mariana, São Paulo. Com informações da Secretaria da Saúde |
Escrito por Ivam Cabral às 21h56
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NA PARADA GAY

Hoje, na abertura da Parada Gay, com dois amigos que eu gosto e respeito muito: José Serra e Rachel Rocha.
Escrito por Ivam Cabral às 14h33
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