Histórico


Outros sites
 TERRAS DE CABRAL - ARQUIVO
 De Olhos Sempre Abertos - Rodolfo García Vázquez
 Os Dias e as Horas - Alberto Guzik
 Pueril - Cléo De Páris
 Gerald Thomas
 Eraodito - Marcelino Freire
 Under Press
 Antro Particular - Ruy Filho
 Atire no Dramaturgo - Mário Bortolotto
 Últimos Dias do Poeta Analfabeto - Chico Ribas
 Chacalog - Chacal
 Cacilda - Blog de Teatro da Lenise Pinheiro e do Nelson de Sá
 Dolcissima - Patricia Leonardelli
 Úteis & Inúteis - Bárbara Oliveira
 Matou a Família e foi ao Teatro - Otávio Martins
 Marcelo Mirisola
 A Diva Automática - Phedra D. Córdoba
 Gosto de Cereja - Rachel Rocha
 Terceiro Sinal - Erika Riedel
 André Stéfano


 
 
Terras de Cabral - o Blog do Ivam


PASMEM: ESTOU INDICADO AO PRÊMIO JABUTI

Arquitetura e Urbanismo, Fotografia, Comunicação e Artes

Resultado Geral da Apuração
Título     Editora    Autor
1º     BRASILIANA ITAÚ - UMA GRANDE COLEÇÃO DEDICADA AO BRASIL    CAPIVARA EDITORA    PEDRO CORRÊA DO LAGO
2º     ATHOS BULCÃO    FUNDAÇÃO ATHOS BULCÃO    PAULO HUMBERTO LUDOVICO DE ALMEIDA
3º     OLHAR E FINGIR: FOTOGRAFIAS DA COLEÇÃO M+M AUER    MUSEU DE ARTE MODERNA DE SÃO PAULO    MUSEU DE ARTE MODERNA DE SP
4º     POUSSIN: RESTAURAÇÃO: HYMENEUS TRAVESTIDO ASSISTINDO A UMA DANÇA EM HONRA A PRÍAPO    IMPRENSA OFICIAL DO ESTADO S/A    MARINILDA BERTOLETE BOULAY - DIREÇÃO EDITORIAL  ÉTICA, JORNALISMO E NOVA MÍDIA: UMA MORAL PROVISÓRIA    JORGE ZAHAR EDITOR LTDA    CAIO TÚLIO COSTA
5º     CIDADE ERRANTE. ARQUITETURA EM MOVIMENTO    EDITORA SENAC SÃO PAULO    MARTA BOGÉA
6º     MARIA MARTINS - ESCULTORA DOS TRÓPICOS    ARTVIVA EDITORA    GRAÇA RAMOS
7º     SERTÃO SEM FIM    TERRABRASIL    ARAQUÉM ALCÂNTARA PEREIRA
8º     COLEÇÃO PRIMEIRAS OBRAS    IMPRENSA OFICIAL DO ESTADO S/A    IVAM CABRAL
9º     IMPRESIONES DE CARYBÉ EN SUAS VISITAS A BENIN 1969 Y 1987 = IMPRESSÕES DE CARYBÉ EM SUAS VISITAS A BENIN 1969 E 1987 EDIÇÃO BILÍNGUE ESPANHOL/PORTUGUÊS    IMPRENSA OFICIAL DO ESTADO S/A    CECÍLIA SCHARLACH
10º     LAGOA RODRIGO DE FREITAS    ANDREA JAKOBSSON ESTÚDIO EDITORIAL LTDA.    AUGUSTO IVAN DE FREITAS PINHEIRO E ELIANE C
 

 



Escrito por Ivam Cabral às 00h08
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



HOJE PELA MANHÃ

Engenheiro Alex, Campanelli, Ivam Cabral, Lauro César Muniz, Rodolfo García Vázquez, Contardo Calligaris e Tato Consorti.

Visitamos a SP Escola de Teatro, na Praça Roosevelt. A inauguração deve acontecer ainda este ano, em novembro. Hoje foi um dia especial. Apresentamos ao Conselho de nossa Organização Social o andamento das obras. Estavam presentes, além de nosso presidente, Contardo Calligaris, e do conselheiro Lauro César Muniz, a nossa vice-presidente, Rachel Rocha. 



Escrito por Ivam Cabral às 15h15
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



HOJE DE MANHÃZINHA

Eu e Cléo fomos visitar a dona Rosa, mãe do Alberto. Aos 98 anos a mulher é um poço de sabedoria e lucidez. 



Escrito por Ivam Cabral às 13h28
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



ONTEM À NOITE...

...meu amigo Rubens Ewald Filho recebeu uma homenagem no Palácio dos Bandeirantes e lá fomos prestigia-lo. Foi uma noite deliciosa com amigos queridos. 

Com Rubens Ewald; Tato Consorti, Erika Ridel, Ivam Cabral, Cris Ikonomidis, Hubert Alqueres, Cléo De Páris; com Djalma Santos.



Escrito por Ivam Cabral às 13h27
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



SARAU

Já está institucionalizado. Toda quarta, a partir das 21h. 



Escrito por Ivam Cabral às 09h35
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



DO MEU PARAÍSO PARTICULAR

Guarapiranga
Dyl Pires

Da varanda um pedaço da represa me envelhece
o jet sky atravessa
enrugando as águas calmas
dois bancos solitários estão à margem
como tótem da vida que nos escapa
tudo é espera
o invisível se permite tocar
e ainda cair como estrume
sob a sola do sapato.



Escrito por Ivam Cabral às 09h32
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



PONDÉ QUE SABE DAS COISAS

A abençoada
LUIZ FELIPE PONDÉ

Tememos que nossa vida seja um atestado definitivo de nossa insignificância. E quase sempre é

ADORO O teatro. Brinquei de teatro na juventude. Esta foi minha primeira traição à medicina. Mas já tinha um filho e já era casado. É quase impossível fazer teatro e ter uma vida familiar normal no Brasil, dadas as condições em que trabalham os profissionais envolvidos com o teatro.

Isso deveria ser objeto de preocupação de todos, mas nossos oficiais da educação e da cultura se ocupam com coisas menores, como a burocracia das produtividades e das quantidades que sempre atrapalha a criação efetiva do que importa.

Aliás, a avassaladora tendência fascista de nossa época deveria ceder lugar a projetos educacionais verdadeiros. Mas não. Em lugar de projetos que eduquem os mais jovens para a condição humana, vivemos sob a tutela de burocratas que inventam todo dia modos de controlar nossas vidas, o que comemos, o que sentimos e o que pensamos, chegando ao cúmulo de querer "roubar" os direitos autorais dos outros, usurpando tudo em nome da "justiça social" -belo conceito, mas que serve a todo tipo de invasão da propriedade alheia e mau-caratismo ideológico. E vai piorar.

Que tal se levássemos o teatro a todas as escolas, tornando aulas de interpretação, dramaturgia e direção teatral parte do currículo obrigatório dos alunos?

O teatro educa nossa alma e nosso corpo, nos ensinando palavras que dão nome aos nossos espantos, medos e alegrias. Fazendo-nos debruçar sobre o humano em nós, este mesmo humano que vive acuado na banalidade das horas.

Poder educar com Shakespeare, Tchekhov, Sófocles, Nelson Rodrigues, entre outros, nos levaria a anos luz de distância da burocracia das produtividades e das quantidades que contamina as escolas, afogando-as na quase total insignificância espiritual.

Mas, sei que divago, sonhando com um mundo onde a educação não seria o terreno baldio que é. Habitado por todo tipo de utopias falsas e pequenos egos.

Recentemente assisti a um espetáculo no Teatro da Cultura Inglesa, "Piscina (sem água)", do britânico Mark Ravenhill, vencedor do 14º Cultura Inglesa Festival. Este espetáculo deveria ser levado a toda parte porque fala de algo essencial: a ambiguidade e a mediocridade humanas travestidas de bons sentimentos.

O enredo trata de um grupo de amigos artistas no qual uma delas é infinitamente superior aos outros. Fica rica e famosa com sua arte. O ódio ao sucesso da "amiga" os leva à loucura. Mas este ódio, escondido atrás de palavras doces, fala da dificuldade que temos de encarar o óbvio: nem todos nós temos talento e a maioria de nós é e sempre foi medíocre.

Voltando ao tema da educação, ao contrário do que tentam dizer muitos especialistas em educação, os mais jovens, sim, aguentam que falemos coisas assim pra eles.

Justamente porque são mais jovens, são menos infectados por esta doença mortal chamada medo da vida (que, cá entre nós, dá medo mesmo). Eles não precisam que fiquemos mentindo sobre algo que, no fundo e no silêncio de si mesmos, sabem: temos medo de ser medíocres e de que nossa vida seja um atestado definitivo de nossa insignificância. E quase sempre é.

A peça fala de arte e de amizade, mas vai muito além. A arte serve apenas como "desculpa" para falar do ressentimento da maioria contra a beleza da amiga "abençoada" (termo do próprio texto pra se referir a ela).

Fosse a "abençoada" uma engenheira numa fábrica de foguetes, o problema seria o mesmo: ressentimento e inveja por parte dos colegas medíocres. Em épocas como a nossa, na qual a sensibilidade dos ressentidos é vista como "direito à igualdade", este texto deveria ser gritado em voz alta em todos os cantos do mundo.

Ao final da peça, a "abençoada" descobre o que os "amigos" fazem pelas suas costas (não vou dizer o que eles fazem, trate de ir ver a peça). Ela grita: "Vocês são uns medíocres!" Ouvir isso é um "alívio", diz um dos medíocres.

Alívio para uma alma que derrete de medo diante do fracasso de sua vida. A fala da "abençoada" abre para seus "amigos" a chance de viver de outra forma. A sinceridade pode curar um covarde. Experimente um dia.

Fonte: Folha de S.Paulo, 23 de agosto de 2010.



Escrito por Ivam Cabral às 13h09
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



CONTARDO NA FOLHA DE HOJE

Para que serve a psicanálise?
Contardo Calligaris

A ASSOCIAÇÃO Internacional de Psicanálise (IPA) foi fundada em 1910. Presente em 33 países, com mais de 12 mil membros, ela festeja seu centésimo aniversário. Aos colegas da IPA (embora eu tenha me formado numa de suas dissidências), meus sinceros parabéns.

A festa é uma boa ocasião para perguntar: para que serve, hoje, a psicanálise? A campanha eleitoral em curso me ajuda a escolher uma resposta.

Repetidamente, o presidente Lula e Dilma Rousseff se apresentam como pai e mãe dos brasileiros. Em 17/8, Lula declarou: "A palavra não é governar, a palavra é cuidar: quero ganhar as eleições para cuidar do meu povo, como a mãe cuida de seu filho".

No dia seguinte, Marina Silva comentou: "Querem infantilizar o Brasil com essa história de pai e mãe". Várias vozes (por exemplo, o editorial da Folha de 19/8) manifestaram um mal-estar; Gilberto Dimenstein resumiu perfeitamente: "Trazer a lógica familiar para a política significa colocar a criança recebendo a proteção de um pai em vez de um governante atendendo a um cidadão que paga imposto".

Entendo que um presidente ou uma candidata se apresentem como pai ou mãe do povo. Embora haja precedentes péssimos (de Vargas a Stálin, ao ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-il), estou mais que disposto a acreditar que Lula e Dilma se expressem dessa forma com as melhores intenções.

O que me choca é que eleitores possam ser seduzidos pela ideia de serem cuidados como crianças e preferi-la à de serem governados como adultos.

Se o governo for paternal ou maternal, o que o cidadão espera nunca será exigível, mas sempre outorgado como um presente concedido por generosidade amorosa; o vínculo entre cidadão e governo se parecerá com o tragipastelão afetivo da vida de família: dívidas impagáveis, culpas, ciúme passional etc. Alguém gosta disso?

Numa psicanálise, descobre-se que a vida adulta é sempre menos adulta do que parece: ela é pilotada por restos e rastos da infância. Ao longo da cura, espera-se que essa descoberta nos liberte e nos permita, por exemplo, renunciar à tutela dos pais e ao prazer (duvidoso) de encarnarmos para sempre a criança "maravilhosa" com a qual eles sonhavam e talvez ainda sonhem.

Tornar-se adulto (por uma psicanálise ou não) é um processo árduo e sempre inacabado. Por isso mesmo, a quem luta para se manter adulto, qualquer paternalismo dá calafrios -ou vontade de sair atirando, como Roberto Zucco.

Roberto Succo (com "s"), veneziano, em 1981, matou a mãe e o pai; logo, fugiu do manicômio onde fora internado e, durante anos, matou, estuprou e sequestrou pela Europa afora. Em 1989, Bernard-Marie Koltès inspirou-se na história de Succo para escrever "Roberto Zucco", peça admiravelmente encenada, hoje, em São Paulo, na praça Roosevelt, pelos Satyros.

Na peça, Zucco perpetra realmente aqueles crimes que todos perpetramos simbolicamente, para nos tornarmos adultos: "matar" o pai, a mãe e, dentro de nós, a criança que devemos deixar de ser.

O diretor da peça, Rodolfo García Vázquez, disse que Zucco é um Hamlet moderno. Claro, para Hamlet, como para Zucco, o parricídio é uma espécie de provação no caminho que leva à "maioridade". Além disso, pai, padrasto e mãe de Hamlet eram reis, e o pai de Succo era policial. Para ambos, o Estado se confundia com a família.

Se o Estado é um pai ou uma mãe para mim, eu não tenho deveres, só dívidas amorosas, e, se esse Estado me desrespeita, é que ele me rejeita, que ele trai meu amor. Por esse caminho, amado ou traído pelo Estado, nunca me considerarei como um entre outros (o que é uma condição básica da vida em sociedade), mas sempre como a menina dos olhos do poder.

Agora, se eu me sentir traído, não me contentarei em mudar meu voto, mas procurarei vingança no corpo a corpo, quem sabe arma na mão; pois essa é a linguagem da paixão e de suas decepções. O paternalismo, em suma, semeia violência.

Enfim, se é verdade que muitos prefeririam ser objeto de cuidados maternos ou paternos a serem "friamente" governados, pois bem, nesse caso, a psicanálise ainda tem várias boas décadas de utilidade pública entre nós.

É uma boa notícia para a psicanálise. Não é uma boa notícia para o mundo fora dos consultórios.

Fonte: Folha de S.Paulo, 26 de agosto de 2010.



Escrito por Ivam Cabral às 12h58
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



OLHEM ISSO

Ivam,
  Estou passado!!! Agora, folheando a edição do meu livro, descobri que a dedicatória do Anjo que deveria ser
 Para Ivam Cabral
              saiu
 Para Ivan Feijó!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

          Não sei como reverter isso. Nem se isso é possível.
 Mas a peça é dedicada a você!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
            beijo,
 Aimar



Escrito por Ivam Cabral às 15h13
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



2 COISAS

BIENAL
Os Satyros estarão na Bienal deste ano. Com travestis, putas e michês.

ROBERTO ZUCCO
Estreamos na semana passada. A peça veio com tudo. Elenco afinadíssimo e a super assinatura do Rodolfo, hoje o diretor que mais entendeu o épico no Brasil.



Escrito por Ivam Cabral às 12h10
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



AQUI

Voltei.



Escrito por Ivam Cabral às 19h02
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



EM CAMPOS DO JORDÃO

Andrea Matarazzo, Hubert Alqueres, Tania Alves, Célia, Rodrigo Faour, Deuzeni Goldman, Claudette Soares, Alberto Goldman, Rubens Ewald Filho e Ivam Cabral

 



Escrito por Ivam Cabral às 20h46
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



NA COLUNA DA MÔNICA BERGAMO DE HOJE

SOBRE RODAS

"Roberto Zucco", novo espetáculo da companhia de teatro Os Satyros, que estreia no dia 13 de agosto, promete movimentar a plateia. O piso onde as poltronas estão instaladas vai girar, permitindo que o público veja a peça de vários ângulos.



Escrito por Ivam Cabral às 10h19
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



MISTÉRIO SOLUCIONADO

As flores e o chocolate vieram de Garanhuns, Pernambuco. Então, sou ou não um cara feliz? Obrigado, Esperanza!



Escrito por Ivam Cabral às 09h04
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



NO DOMINGO ESCREVI NO FACEBOOK...

Ivam Cabral

Domingo de memórias... A família do Alberto Guzik me confiou seu laptop. Estou organizando seus escritos, sua história. Neste momento, de sua caixa de e-mails brotam mais de 15 mil mensagens, resultado de 5 meses sem consulta. Como somos frágeis! De repente todos os seus segredos, suas confidências estão aqui comigo... E neste domingo ensolorado, meu coração é só ternura. E se enche de saudade...no domingo



Escrito por Ivam Cabral às 08h58
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]




[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]