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Terras de Cabral - o Blog do Ivam


NOVIDADE

A partir de hoje, tenho casa nova:

http://www.terrasdecabral.com.br



Escrito por Ivam Cabral às 19h51
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NA FOLHA DE HOJE

Documentários enfocam universo teatral no cinema

GABRIELA MELLÃO
DE SÃO PAULO


Dois documentários inspirados no universo teatral estreiam na 35ª Mostra de Cinema: "Mentiras Sinceras", de Pedro Asbeg, e "Cuba Libre", de Evaldo Mocarzel.

O primeiro foi inspirado na peça "Mente Mentira", do dramaturgo norte-americano Sam Shepard, encenada por Paulo de Moraes em 2010.

O segundo foi feito em viagem da companhia Os Satyros a Havana para apresentar "Liz", do autor teatral cubano Reinaldo Monteiro.

Mocarzel enfoca o retorno da transexual cubana Phedra de Córdoba a seu país de origem após 53 anos. "O filme tem ainda as transformações contemporâneas ocorridas na ilha", diz o diretor.

"Mentiras Sinceras" aprofunda uma discussão presente na obra de Shepard, na qual a realidade surge como invenção da mente. "Achei que deveria me aproveitar disso e fazer um filme em que nem tudo é real", diz Asbeg.

"Jogo de Cena", de Eduardo Coutinho, foi precursor em discutir a linha tênue entre realidade e ficção. Segundo Asbeg, o filme pode tê-lo inspirado inconscientemente.

Como Coutinho, ele joga com o público ao sobrepor depoimentos reais e ficcionais, nos quais os atores rememoram seu passado e o de seus personagens.
"Quero deixar o espectador em dúvida sobre se vê algo verdadeiro ou não", diz.

MENTIRAS SINCERAS
DIREÇÃO Pedro Asbeg
PRODUÇÃO Brasil, 2011
QUANDO amanhã, às 17h50, no Espaço Unibanco (r. Augusta, 1475); 1/11, às 17h40, na Livraria Cultura (av. Paulista, 2.073)
CLASSIFICAÇÃO livre

CUBA LIBRE
DIREÇÃO Evaldo Mocarzel
PRODUÇÃO Brasil, 2010
QUANDO 31/10, às 21h20, na Cinemateca (lgo. Senador Raul Cardoso, 207); 3/11, às 23h10, no Cine Sabesp (r. Fradique Coutinho, 361)
CLASSIFICAÇÃO 12 anos

Fonte: Folha de S.Paulo, 27 de outubro de 2011



Escrito por Ivam Cabral às 11h52
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CABARET STRAVAGANZA - MAIS UMA CRÍTICA

Cabaret Stravaganza leva o cyberpunk ao teatro
por RAPHAEL FERNANDES

Usamos Facebook, Twitter, smartphone, Skype e outros recursos da era digital com tamanha naturalidade, que acabamos nem questinando os efeitos desse uso constante. Pensando em todas essas mudanças foi montada a peça “Cabaret Stravaganza”, que é um verdadeiro tapa na cada da Geração Y. Só podia ser obra do subversivo e selvagem grupo teatral Os Satyros.

O mundo das mídias sociais e dos gadgets foi transformado em pano de fundo para criar uma história que mistura David Lynch, crítica social e humanidade expandida - criando o Teatro Expandido. Acrescente a isso influências de escritores de ficção científica, como Philip K. Dick e William Gibson, e teremos uma análise cruel da presença da tecnologia em nossas vidas.

O diretor Rodolfo Garcia Vázquez criou um mix de cenas que a primeira vista pode parecer confuso, mas que reflete a aleatoriedade da internet. Afinal, somos bombardeados de informações, vídeos, textos, mensagens e outras coisas em cada conexão. Por isso, as cenas são feitas a partir desse contexto e seu conteúdo também tem forte ligação com o caos digital.

“Será que este corpo é meu?” é o grande mote do texto e aponta para uma questão muito importante para o cyberpunk: até que ponto ter partes artificiais pode alterar sua capacidade de ser humano?

Outro ponto escancarado é a exposição que as pessoas fazem da própria vida na internet. Para provar o quanto isso pode ser invasivo e doloroso, alguns atores contam relatos reais e banalizam experiências pessoais marcantes. Impossível não perceber o quanto é incômodo ter a vida de alguém exposta dessa maneira.

Não posso deixar de elogiar o trabalho dos atores, que estão totalmente entregues aos personagens. Dá pra ver que foram meses de trabalho (precisamente oito, segundo o diretor) e que aquele tipo de atuação não era pra qualquer um.

Destaco o monólogo inicial do ator Ivam Cabral, que usava um iPad e um efeito de distorção na voz (que a mecanizava). O texto é de quebrar a espinha do Batman!

O uso das tecnologias na peça é experimental e foge do padrão da atualidade (a maioria das peças que vi usava apenas um telão com cenas gravadas). Aqui as máquinas, gadgets e eletrônicos são parte do show e parecem ganhar vida própria no espetáculo. A iluminação é tão incrível que nos transporta para mundos virtuais absolutamente fantásticos.

Também existe uma constante participação do público, que interage com o elenco. O que tem tudo a ver com mídias sociais e a necessidade dos usuários de internet de se tornar um “criador de conteúdo”. Para vocês terem uma ideia, eu morri em uma das cenas da peça. Foi sensacional!

Cabaret Stravaganza é a peça perfeita para quem gosta de literatura cyberpunk, internet, mídias sociais, gadgets e de ver a humanidade escancarada, como em uma autópsia coletiva. E você pensando que xingar muito no Twitter era um ato de subversão!

Fonte: Contraversao, 26 de outubro de 2011



Escrito por Ivam Cabral às 23h20
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CRÍTICA DE "CABARET STRAVAGANZA"

Cabaret Stravaganza aposta no visual e no real

O meu corpo-máquina faz parte da minha humanidade. Esse corpo é meu? Este corpo não é meu. Que diferença isso faz? Essas são algumas das questões levantadas pela companhia paulistana de teatro Os Satyros em sua mais nova produção, “Cabaret Stravaganza”, que mistura belos efeitos visuais com depoimentos pessoais e muitas perguntas sufocantes com o objetivo de realizar um sonho: a cirurgia de readequação sexual de Leo Moreira Sá.

O cabaré sátiro tem dança, música e alegria, mas, como na vida, traz também momentos de solidão e angústia, relembra tristezas e frustrações e questiona valores e práticas tidas como normais. Na concepção da companhia, não há mais espaço para o mundo que existia, agora é hora de uma humanidade que reconhece o outro não pelo seu externo – que atualmente pode ser totalmente transformado. O que está em jogo é o seu sentimento, e o que você faz com ele.

Tudo começa em um baile alvo, de música calma, com participação da plateia, que se faz presente ainda nas frases lidas no início do espetáculo. Tiradas de dentro de uma caixinha, formam um mosaico de pensamentos soltos em um mundo cada vez mais rápido e raso. Se você se lembrou da dinamicidade do Facebook e do Twitter acertou em cheio.

Em cena, personagens se misturam à face real dos atores. Depoimentos verídicos lembram ao espectador que atrás da máscara dionisíaca existe um ser humano – inclusive Leo, ansioso por seu sonho de conciliar corpo e mente e se jogar “em um banho de mar” para comemorar a unificação. Cada um com uma história mostrando que ninguém nesse mundo é igual ao outro – logo é impossível continuarmos insistindo em padrões estabelecidos.

Homem, mulher, travesti, transexual, gay, lésbica, bissexual ou qualquer outra denominação. No Cabaret Stravaganza pouco importa como você se define, todos têm seu espaço na pista de dança e todos bailam ora com a alegria e ora com a tristeza. Todos são humanos tentando sobreviver em meio a uma revolução tecnológica capaz de mudar corpos, construir novos e negar os já existentes.  

Com belos efeitos especiais e uma boa dose de humor ácido, “Cabaret Stravaganza” é um espaço para você ser quem é, contar seus medos, confessar segredos e em momento algum ser julgado por isso. Todos estamos unidos pela dor e pelo amor, pelo vício e pela virtude, seja lá qual órgão sexual temos embaixo das roupas íntimas ou sonhamos em ter um dia.

“Cabaret Stravaganza” – até 18 de dezembro
Espaço dos Satyros I: Praça Roosevelt, 214 – Consolação
R$ 20 (inteira), R$ 10 (estudantes, classe artística e Terceira Idade) e R$ 5 (oficineiros dos Satyros e moradores da Praça Roosevelt)
Tel.: (11) 3258 6345      
satyros@uol.com.br

Fonte:
Mix Brasil, 24/10/2011



Escrito por Ivam Cabral às 01h08
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NO GLOBO

O MOMENTO ATUAL

Brasileiros tentam entender o momento atual de Cuba através da Première Latina

André Miranda

RIO - De um lado estão aqueles que consideram a sociedade cubana engessada por um sistema político atrasado. Do outro estão os que ainda sonham com os avanços que a revolução comunista proporcionou à ilha. Porém, entre esses dois lados de brasileiros, há aqueles que saem do campo das ideias e resolvem conferir com seus próprios olhos - e lentes - o que é a Cuba contemporânea. Os diretores Evaldo Mocarzel e Renato Martins estão nesse último grupo.

Os dois são responsáveis por documentários rodados em Cuba, ambos selecionados para a mostra Première Latina do Festival do Rio. Em "Carta para o futuro" (sessão hoje, às 17h, no Cinema Nosso), Martins acompanha sete anos da rotina de uma família de Havana, alternando as imagens atuais com as de filmes caseiros em 8mm.

- Eram conflitos o tempo todo. Lá, o povo fica entre as loas à revolução e a necessidade de se fazer algum trabalho por fora para complementar a renda - diz Martins. - O importante é que queríamos fugir da questão política, apesar de sabermos que é difícil falar de Havana sem passar pela política. Buscamos ouvir o que a família cubana pensa de tudo aquilo.

Já em "Cuba libre" (sessão hoje, às 19h30m, no Ponto Cine), Mocarzel viajou para Havana ao lado da atriz cubana Phedra de Córdoba, do grupo paulistano Satyros. Ela não pisava na ilha havia 53 anos, e seu retorno serve como ponto de partida para se discutir o tratamento aos homossexuais em Cuba.

- Cuba vive sobre um barril de pólvora, num momento de transformação - afirma Mocarzel. - Há uns dois anos, a Mariela Castro, filha do Raúl Castro, conseguiu que se baixasse um decreto de aceitação da diversidade sexual na ilha. E o próprio Fidel, que destruiu inúmeras carreiras ao mandar gays para plantações de cana só por eles serem gays, já pediu desculpas.

Ambos os diretores tiveram que driblar algumas das regras da ilha para rodar seus filmes. Martins foi a Cuba pela primeira vez em 2003, para exibir seu curta "Atrocidades maravilhosas" no Festival de Havana. Desde então, tem retornado com uma equipe pequena, sem autorização oficial do governo. Para justificar sua entrada no país, ele costumava dizer no aeroporto que era estudante de cinema.

- Em 2004, quando começamos a rodar o documentário, as pessoas tinham um discurso de esperança, mas em 2010 eu já senti essa esperança em xeque. Passam os anos, e eles enfrentam problemas recorrentes em suas vidas - diz Martins. - Mas eu adoro Cuba. O fascínio da revolução é muito grande. Eles pagam um preço alto por suas utopias, sobretudo com o bloqueio econômico americano. É uma maldade que esse bloqueio continue de pé.

Mocarzel, por sua vez, foi a Havana ao lado de Phedra, como convidado do Estado. Ainda assim, nem sempre podia rodar a cena que queria: o Partido Comunista não permitia que entrevistas sobre homossexualidade fossem feitas em seus prédios.

- Há muitas paranoias. Fomos num clube de travestis que é proibidíssimo lá. Um tenente-coronel nos ajudou, mas fez isso escondido do partido - conta o diretor, que foi pela primeira vez a Cuba nos anos 1980, antes do colapso do comunismo. - Cuba está mudando, mas ainda faltam muitas coisas a serem feitas.

Fonte: O Globo, 11/10/2011



Escrito por Ivam Cabral às 20h18
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SATYROS CINEMA NA MOSTRA INTERNACIONAL DE CINEMA

CORPOS ESTRANHOS
Em Cuba Libre, personagem e filme levantam uma discussão importante


LUIZ CARLOS MERTEN

Numa cena de Cuba Libre, documentário de Evaldo Mocarzel que passa hoje na Mostra, Rodolfo García Vasquez e Ivam Cabral, do grupo Satyros, entrevistam dois cubanos. Os caras são gays e fazem uma radiografia da homossexualidade na ilha de Fidel Castro. Recentemente, o próprio comandante pediu desculpas aos gays pelas perseguições que sofreram em Cuba. Um dos entrevistados define sua opção pela homossexualidade como um ato revolucionário. "Diziam que era errado ter relações com pessoas do mesmo sexo. Fiz para desobedecer." E ele acrescenta que Cuba vive um momento excepcional - nunca, como hoje, houve tanta liberdade para criticar. No cinema, no teatro, nas artes visuais.

Isso é só meia verdade. No debate, após a primeira projeção de Cuba Libre, no domingo, Phedra D Córdoba, a protagonista do filme, disse que, reservadamente, os cubanos que a chamavam num canto, para conversar, longe das câmeras, ofereciam um relato diferente. A situação está mais difícil que nunca. Se o regime não abrir, como na China, o caos será inevitável. Cuba Libre oferece, assim, um interessante material para discussão. Pegando carona em Jafar Panahi e Mopjtaba Mitahmasb, Mocarzel poderia dizer que seu filme não é um documentário. E, se não for, o que é, então?

É a pergunta que não quer calar. Que corpo estranho é Cuba Libre, o filme? Que corpo estranho é a própria Phedra? Nos primórdios da Mostra, Leon Cakoff revelou no Brasil um autor sobre o qual ninguém mais fala, um militante gay alemão chamado Rosa Von Prauheim, que fez filme como Não é o Homossexual Que é Perverso, mas A Situação em Que Vive, Um Vírus não Conhece Moral, etc. É preciso falar sobre a gênese de Cuba Libre. O filme integra uma trilogia de Mocarzel sobre o Satyros. Ele já vinha filmando o grupo de teatro da Praça Roosevelt. Acompanhou-o quando foi convidado para ir a Cuba.

Phedra, como integrante da companhia, foi junto. Drag queen, atriz, há 50 anos ela deixara Cuba e nunca mais havia voltado. Rodolfo García Vasquez contou que Mocarzel não sabia direito o filme que ia fazer - nem que estava fazendo. Por momentos, Mocarzel angustiava-se. O filme sobre o Satyros virou um filme sobre o retorno de Phedra D a Cuba, sobre as restrições a homossexuais na ilha e sobre a nova era que se abre. Tudo isso está lá, mas será mesmo sobre isso? Antes que o filme comece, precedendo a imagem, o som, sobre um fundo negro, apresenta uma fala de Phedra. Ela diz que o reflexo que vê no espelho é sua alma - e a de Phedra, que nasceu homem, é feminina.

Rosa Von Prauheim fez filmes sobre homens que liberaram as mulheres dentro deles e remodelaram seus corpos. Phedra D fez-se mulher. O pai, que a apoiou, não chegou a vê-la na sua plenitude, mas foi uma influência decisiva - disse-lhe que, em circunstância nenhuma, não perdesse a dignidade. Phedra seguiu o conselho. Fez dele a sua bússola. Ela se refere a si, à persona que criou, como "teatro". É o que o filme de Mocarzel oferece. É preciso desconfiar das aparências. Mais do que sobre homossexualidade, família, repressão, direito dos gays, Cuba Libre é sobre Cuba. A ilha está desabando, mas os slogans revolucionários continuam de pé. Ou será o oposto? Os slogans resistem, todo o resto desaba.

Cuba Libre deixa um tanto a desejar como cinema. É menos "acabado" do que outros documentários de Mocarzel. Mas é instigante, e intrigante, pelas várias discussões que levanta. Mocarzel pode estar falando sobre gays. Ele filma shows de travestis - clandestinos, ou ilegais, porque o regime não abriu tanto para permitir essas coisas -, mas é curioso assinalar um detalhe. Ao chegar em Havana, Phedra vai para a rambla. Enquanto ela fala sobre seu passado, o início da luta para ser mulher, garotos se banham no mar. Nenhum diretor gay teria resistido a filmar aqueles corpos. Mocarzel os ignora, ou quase. Foge, por que?, do imaginário gay. Porque não é este o tema de Cuba Libre.

Rodolfo García Vasquez contou uma história esclarecedora. Como convidados do governo, os integrantes do Satyros tiveram direito a hospedagem numa casa especial. Recebiam comida. Acharam insossa. Pediram autorização para cozinhar. Queriam comprar alho e cebola para condimentar a comida. Um figurão do partido cismou que um japonesinho do grupo era espião da CIA e queria envenenar as pessoas para criar um incidente internacional. Pura paranoia, e outra história que não está na tela. Mocarzel talvez devesse rebatizar seu filme - Cuba Libre?, com interrogação. A política está lá, e é um fundo importante. Mas Phedra D Córdoba sabe. Diz que, mais que político, o filme é poético. Só assim, segundo ela, Mocarzel consegue captar o cubano, e o habanero, naquilo que têm em comum com o brasileiro - a alegria, a sensualidade.

Fonte: Estadão, 25 de Outubro de 2011



Escrito por Ivam Cabral às 10h17
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SATYROS CINEMA

Filme dos Satyros

"Cuba Libre", o primeiro longa metragem sobre o grupo Os Satyros, dirigido por Evaldo Mocarzel, integra a 35ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. A primeira exibição do filme acontece no dia 23/10, às 17h50, no Cine Livraria Cultura 1. A obra retrata a volta da atriz cubana Phedra de Córdoba a Havana, depois de 53 anos. Foi rodada em 2009, quando o grupo apresentou na ilha o espetáculo "Liz", de Reinaldo Montero.

Fonte: Folha de S. Paulo, 20 de outubro de 2011



Escrito por Ivam Cabral às 03h25
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SATYROS CINEMA NA MOSTRA INTERNACIONAL DE CINEMA DE SÃO PAULO

Rodolfo García, Ivam Cabral, Phedra D. Córdoba e Evaldo Mocarzel - Mostra Internacional de Cinema em São Paulo,

foto: Alexandre Staut



Escrito por Ivam Cabral às 00h40
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NO CESAR GIOBBI

Arco-íris
Cabaret Stravaganza
Por: Everson Bertucci


 

Nova peça de Rodolfo García Vázquez promove projeto em prol de transexual 


A partir desta quinta-feira (dia 20),
a Cia Os Satyros estreia seu mais recente trabalho: Cabaret Stravaganza, sob direção de Rodolfo García Vázquez, no Espaço dos Satyros Um. Escrito por Maria Shu, aluna do curso de dramaturgia da SP Escola de Teatro, a peça traz à tona a relação do homem com a revolução tecnológica e suas implicações sobre a vida contemporânea partindo das influências das stravaganzzas vitorianas, das performances dadaístas do Cabaret Voltaire e dos cabarés alemães dos anos 20 e 30.

Paralelamente, a montagem promove o Projeto Lou-Leo, que pretende arrecadar R$ 15 mil para que o transexual Leo Moreira Sá, nascida Lou Moreira, ator do grupo, possa fazer uma cirurgia para a retirada da mama. Completam o elenco, Ivam Cabral, Gustavo Ferreira, Phedra D. Córdoba, Cléo de Páris, Andressa Cabral, Marta Baião, Henrique Mello, Fábio Penna, Júlia Bobrow, Robson Catalunha e José Alessandro Sampaio.

revoluções digitais e as recentes descobertas da neurociência, como as de Antonio Damásio e Miguel Nicolelis fizeram parte da pesquisa. Para compor o texto, Maria Shu usou relatos pessoais do elenco, vivências e aparatos tecnológicos que propõem a conexão entre o real e o digital. Cabaret Stravaganza utiliza recursos de multimídia, internet e telefonia, numa sequência de cenas e intervenções performativas, trazendo elementos do burlesco, da revista e do show de variedades.

Projeto Lou-Leo

Para que o ator transexual Leo Moreira Sá possa realizar uma cirurgia para a retirada da mama (masectomia), o espetáculo pretende arrecadar R$ 15 mil, por meio de um programa de financiamento colaborativo. Com isso, Leo poderá adaptar sua realidade física – feminina – à sua identidade de gênero – genderless. Durante a temporada da peça, o público terá acesso aos detalhes do projeto e poderá contribuir doando valores entre R$ 20 e R$ 1 mil.

Para saber mais sobre o projeto e sobre a montagem, clique aqui.

Fonte: César Giobbi, 20 de outubro de 2011



Escrito por Ivam Cabral às 16h33
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NA FOLHA

Grupo Os Satyros discute modernidade

"Cabaret Stravaganza", novo trabalho da companhia, mescla novas tecnologias e experiência pessoal dos atores

Espetáculo propõe debate reflexivo sobre a sensibilidade humana em tempos de invenções de ponta

GABRIELA MELLÃO
DE SÃO PAULO


Para o diretor do grupo Os Satyros, Rodolfo García Vázquez, sua nova criação, "Cabaret Stravaganza", "está mais para [o fundador da Apple] Steve Jobs do que para [o encenador experimental Jerzy] Grotowski".

A peça lança olhar crítico sobre o ser humano do século 21 e incorpora novas tecnologias como linguagem. A obra discute as implicações da vida transformada por carros, laptops, celulares, próteses e outras invenções. Foram cinco meses de criação, durante os quais Ivam Cabral, Cléo de Páris e outros dez atores transformaram vivências pessoais em cenas.

"Esse é o espetáculo mais íntimo e coletivo da história dos Satyros", diz o ator Fábio Penna. Como os demais, ele transforma no palco questões pessoais em performance.

A atriz Júlia Bobrow discute a falta de tempo do homem de hoje com um vídeo sobre um ritual de luto judaico gravado com sua mãe, sua avó e sua bisavó. "Não sabemos mais viver o luto", opina.

O espetáculo apresenta também o processo de transformação do corpo do iluminador da companhia, Leo Moreira, 53, que nasceu Lourdes Helena.

Ele vai passar por uma mastectomia durante a temporada, e a mudança é tema de conversas ao vivo com os espectadores. Quando se ausentar, participará em vídeo. A peça repisa uma das marcas do teatro de Vázquez: a economia de recursos não impede que se construa uma estética sofisticada. É o caso da tela móvel sobre a qual projeções instauram cenários. A pergunta a atravessar todos eles é a mesma: "O que se fez da sensibilidade humana?".

CABARET STRAVAGANZA
QUANDO qui. a sáb., às 21h; até 17/12
ONDE Espaço dos Satyros Um (pça. Roosevelt, 214; tel. 0/xx/11 3258-6345)
QUANTO R$ 20
CLASSIFICAÇÃO 16 anos

Fonte: Folha de S.Paulo, 20 de outubro de 2011



Escrito por Ivam Cabral às 12h51
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NO ESTADÃO

 

Cia. Satyros trata do impacto das novas tecnologias em 'Cabaret Stravaganza'

No novo espetáculo teatral, efeito que mudanças da Era Digital fizeram em nossos corpos é tema

 

MARIA EUGÊNIA DE MENEZES

 

Uma nova humanidade demanda, necessariamente, um novo teatro. Foi guiada por essa crença que a cia. Os Satyros criou Cabaret Stravaganza, espetáculo que entra hoje em cartaz. 

Em pauta, está o impacto das novas tecnologias sobre o homem. O efeito que tantas mudanças tiveram sobre nossos corpos, nossas formas de relacionamento, nossa maneira de ver e compreender o mundo. "Estamos diante de uma outra humanidade. Quem seria Hamlet hoje? Será que ele teria um perfil no Facebook? Uma identidade falsa?", questiona o diretor Rodolfo García Vázquez. "Não vamos conseguir tratar disso se usarmos as formas dramáticas convencionais." 

Em uma de suas montagens anteriores, Hipóteses sobre o Amor e a Verdade, o grupo já ensaiava os primeiros passos em direção ao que chama de "teatro expandido". Na peça de 2010 eles já experimentavam mirar o território dos "amores líquidos". Flagravam relacionamentos nascidos em ambiente virtual e, para retratá-los, optavam por uma forma fragmentária. 

Em Cabaret também não existe uma fábula a conduzir a encenação. À maneira de um cabaré dadaísta, elencam-se quadros, aparentemente desconectados. Sucedem-se assim histórias de suicídio, de depressão, do impacto do uso de medicamentos, da dependência que criamos em relação a aparelhos eletrônicos.

 

Outro dado que aparecia em Hipóteses e que será retomado no trabalho atual é o pendor para a performance. Não vemos propriamente personagens, mas atores que se colocam em cena e vasculham suas biografias. 

Nesse sentindo, estão lançadas as bases de uma estética que flerta com a dinâmica própria do reality show. Capaz de exacerbar ainda mais o cunho performático que já ronda o teatro há pelo menos três décadas. "Não estamos buscando referências dentro do teatro, mas fora dele. Em pessoas que estejam discutindo essa nova realidade", lembra o diretor. 

Alçada a primeiro plano está a noção de ciborgue. E, aqui, não se está a falar de alguma distante criatura, que povoa apenas as narrativas de ficção científica. 

Revela-se o corpo modificado pelos implantes mecânicos, mas também pelas evoluções nas áreas de nanotecnologia e genética. Pelas possibilidades de cura e de transformação ofertadas pela medicina.

Quando entram no palco, os atores não deixam de lado seus apêndices eletrônicos: laptops, iPads e iPhones são utilizados para criar imagens, iluminar cenas, mostrar gravações. "Toda a nossa relação com o mundo hoje é eletrônica. E esse mundo digital não é apenas uma fantasia. Ele afeta diretamente o mundo real, físico", comenta Vázquez.

O que se delineia é, inegavelmente, um teatro de feições políticas. Preocupado em tematizar o fim das utopias, em falar da dissolução dos rituais, de vida e de morte. "Vivemos um momento de tradições esvaziadas. Não temos comunidade, vínculos", diz o diretor.

Sem tomar partido - não se trata de louvar as mudanças tecnológicas nem tampouco de assumir um olhar nostálgico para uma era pré-eletrônica -, a intenção é trazer essas novas questões para dentro da peça. "Se o teatro não dialogar com isso, ele não tem nenhum futuro." 

O que acontece virtualmente deve impactar Cabaret Stravaganza ao longo da temporada. Já é possível acompanhar pela internet o projeto Lou - Leo, uma das facetas do espetáculo. Para fazer uma masectomia, o ator transexual Léo Moreira de Sá lançou uma campanha para arrecadar R$ 15 mil. "O corpo hoje é capaz de transformar-se. As noções de gênero, como as conhecíamos, não existem mais", pontua o diretor Rodolfo García Vázquez. Ao se submeter à cirurgia, Léo pretende adaptar seu corpo feminino a uma nova forma. A intenção é relatar as etapas desse processo durante o espetáculo. "Mostramos como o mundo digital tem uma interface com o mundo real", diz Vázquez.

Fonte: Estadão, 20 de outubro de 2011

 



Escrito por Ivam Cabral às 12h47
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JABUTI

O livro “Os Satyros”, que registra a trajetória de 20 anos do grupo teatral paulista homônimo, ganhou  Prêmio Jabuti 2011 na categoria Artes. Organizado por Germano Pereira, ator da companhia fundada por Ivam Cabral e Rodolfo García Vázquez, e editado pela Imprensa Oficial, a publicação percorre a história do Satyros com fotos de 44 espetáculos encenados no Brasil e na Europa, aliadas a pequenos textos retirados do blog de Vázquez, além de apresentar textos do crítico Aimar Labaki e do próprio organizador. O livro exibe, ainda, trechos de críticas publicadas por diversos veículos de comunicação, a ficha completa de todas as peças e uma lista dos prêmios recebidos pelo coletivo. Parabéns!

Fonte: O Globo Teatro, 17 de outubro de 2011



Escrito por Ivam Cabral às 11h07
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"Os Satyros" leva prêmio Jabuti

Tiago Germano

Previsto para as 9h de ontem, o resultado completo dos vencedores do prêmio Jabuti 2011, maior galardão do mercado editorial brasileiro, foi divulgado a passos de tartaruga, ao longo da manhã e início da tarde, por meio do perfil do Twitter da Câmara Brasileira do Livro (CBL).

Com velocidade de lebre nos dedos, a reportagem do JORNAL DA PARAÍBA conseguiu, até o fechamento desta edição, dar a notícia ao autor e conversar, em primeira mão, por telefone, com Germano Pereira, um dos felizardos de um prêmio que teve como grande vencedor José Castello, cujo livro, Ribamar (Bertrand Brasil, 280 páginas, R$ 37), desbancou os outros dez romances finalistas na principal categoria da disputa, prestigiada por nomes como Carola Saavedra e José Roberto Torero.

A primeira leva das 29 categorias que perfizeram a 53ª edição do Jabuti este ano (ano passado foram apenas 21) foram julgadas até as 12h30 por uma comissão que contou com a participação de representantes de quatro entidades livrescas do país (a própria CBL, o Sindicato Nacional dos Editores de Livros, a Agência Nacional de Livros e a Associação Brasileira para o Desenvolvimento de Lideranças).

Um dos primeiros títulos vencedores a serem divulgados, Os Satyros, 20 Anos (Imprensa Oficial, 344 páginas, R$ 100) deu ao escritor Germano Pereira, também ator e rosto bastante conhecido na televisão, o respaldo de uma honraria que, segundo ele, tem o peso do seu público, na plateia e nas salas das casas.

“Estou muito feliz. Nem sei o que dizer. Ainda não caiu a ficha”, arriscou Germano Pereira, assim que soube da notícia transmitida por Rodolfo García Vázquez, um dos colaboradores de Os Satyros, também entrevistado pela reportagem assim que o resultado saiu.

“O Jabuti endossa o autor que carrego em mim. Você tem o retorno imediato das pessoas quando faz televisão ou teatro. Escrever é um ofício mais solitário. Foi ótimo ter esse reconhecimento”, acrescenta Pereira, que tem outros dois livros publicados, ambos pela Imprensa Oficial: Irênia Stefânea – Arte e Fisioterapia (2007) e O Teatro de Germano Pereira – Reescrevendo Clássicos (2009), ambos publicados pela Coleção Aplauso.

O calhamaço que leva o Jabuti na categoria de Artes relata, com a ajuda de fotos e o prefácio de Aimar Labaki, a história de 20 anos dos Satyros, companhia teatral fundada por Rodolfo García Vázquez e Ivam Cabral. “Nunca esperava que o livro fosse ganhar o Jabuti”, garantiu Vázquez.

OUTRAS CATEGORIAS
Em uma das categorias mais rivalizadas desta edição do Jabuti, a de Contos e Crônicas, Dalton Trevisan, o 'Vampiro de Curitiba', concorreu com um dos maiores 'alpinistas' do rés-do-chão da crônica: o mineiro Rubem Alves.

Conhecido por sua resistência a entrevistas e por uma ou outra versão de seu rosto raramente captado pelas lentes dos fotógrafos, Dalton levou para o Paraná a estátua cascuda com Desgracida (Record, 240 páginas, R$ 37,90), novo livro de contos de um autor recluso, que já publicou quase 50 coletâneas de narrativas breves, entre assumidas e renegadas.

Também bastante concorrida, a categoria poesia, que tinha Manuel de Barros como um dos favoritos com sua Poesia Completa (LeYa Brasil, 496 páginas, R$ 69,90), ficou com Ferreira Gullar e Em Alguma Parte Alguma (José Olympio, 144 páginas, R$ 30), sua antologia recente de poemas.

De Menino a Homem (Global Editora, 256 páginas, R$ 62), autobiografia do pernambucano Gilberto Freyre (1900-1987), faturou o primeiro lugar na categoria Biografia e, de acordo com o regulamento (que prevê uma homenagem ao autor, caso o lançamento seja póstumo), o troféu irá para o segundo colocado: Gonçalo Júnior, que assina Alceu Penna e as Garotas do Brasil (Amarilys, 352 páginas, R$ 49).

Outros títulos expressivos a angariarem o Jabuti foram, sem novidades, 1822 (Nova Fronteira, 352 páginas, R$ 44,90), na categoria Reportagem, e Marina Colasanti (uma das apostas do Top 5 de possíveis vencedores do Jabuti publicado na edição de domingo do 'Vida e Arte'), na categoria Juvenil, com seu Antes de Virar Gigante e Outras Histórias (Atica, 104 páginas, R$ 29,50). Pode-se ter acesso ao resultado, na íntegra, no site (www.cbl.org.br).

Fonte: Jornal da Paraíba



Escrito por Ivam Cabral às 11h03
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LIVRO "OS SATYROS" RECEBE O PRÊMIO JABUTI

Prêmio Jabuti seleciona os melhores livros do ano em 29 categorias; veja a lista

A Câmara Brasileira do Livro (CBL) anunciou, nesta segunda-feira (17), os livros do ano nas 29 categorias laureadas pelo 53º Prêmio Jabuti. A última etapa do prêmio acontece no dia 30 de novembro, durante a cerimônia de premiação dos vencedores, quando serão conhecidos o Livro do Ano Ficção e o Livro do Ano Não Ficção, prêmios máximos do Jabuti.

A edição 2011 do Jabuti tem 8 categorias a mais do que em 2010 e passou por mudanças no regulamento, após a polêmica em torno do prêmio concedido a Chico Buarque. O romance do escritor e compositor, "Leite Derramado", segundo lugar na categoria romance, levou o grande prêmio de ficção do Prêmio Jabuti em 2010, gerando reclamações e até uma petição on-line para que Chico devolvesse o prêmio. Nesta edição, cada categoria teve apenas um vencedor – antes, as três publicações mais bem votadas podiam ser premiadas.

Concorrem a melhor ficção do ano de 2011 os livros: "Ribamar", de José Castello (vencedor na categoria Romance);  "Desgracida", de Dalton Trevisan (na categoria Contos e Crônicas);  "Em alguma parte alguma", de Ferreira Gullar (na categoria poesia); "Obax", de André Neves (na categoria infantil) e “Antes de virar gigante e outras histórias", de Marina Colasanti (na categoria juvenil).
 
Para o Livro do Ano Não Ficção, participam os vencedores nas categorias: “Teoria/Crítica Literária” (Câmara Cascudo e Mário de Andrade – Cartas, 1924-1944); “Reportagem” (1822); “Ciências Exatas” (Teoria Quântica: estudos históricos e implicações culturais); “Tecnologia e Informática” (Aprendizagem à distância); “Economia, Administração e Negócios” (Multinacionais brasileiras: internacionalização, inovação e estratégia global); “Direito” (Fundamentos constitucionais do direito ambiental brasileiro); “Biografia” (De menino a homem – de mais de trinta e de quarenta, de sessenta e mais anos); “Ciências Naturais” (Bioetanol de cana-de-açucar – P&D para produtividade e sustentabilidade); “Ciências da Saúde” (Atlas de endoscopia digestiva da SOBED); “Ciências Humanas” (Manejo do Mundo: conhecimentos e práticas dos povos indígenas do Rio Negro);“Didático e Paradidático” (Coleção Pessoinhas); “Educação” (Impactos da violência na escola: um diálogo com professores); “Psicologia ePsicanálise” (Coração... É emoção: a influência das emoções sobre o coração); “Arquitetura e Urbanismo” (Dois séculos de projetos no Estado de São Paulo – Grandes obras e urbanização); “Fotografia” (Fotografia de Natureza); “Comunicação” (Impresso no Brasil); “Artes” (Os Satyros); “Turismo e Hotelaria” (Hospitalidade – A inovação na gestão das organizações prestadoras de serviços) e “Gastronomia” (Machado de Assis: Relíquias Culinárias).

Veja a relação completa por categoria, abai
xo:
 
Capa - "Invisível " (João Baptista da Costa Aguiar) - Companhia das Letras
 
Ilustração - "O Corvo" (Manu Maltez) - Editora Scipione
 
Ilustração de Livro Infantil ou Juvenil - "Gildo" (Silvana Rando) - Brinque-Book Editora
 
Arquitetura e Urbanismo - "Dois séculos de projetos no Estado de São Paulo – Grandes obras e urbanização VL 1,2 e3" (Nestor Goulart Reis e Monica Silveira Brito (colaboração) - Imprensa Oficial do Estado de São Paulo/ Edusp
 
Artes - "Os Satyros" (Germano Pereira) - Imprensa Oficial do Estado de São Paulo
 
Biografia - "Alceu Penna e as garotas do Brasil: moda e imprensa 1933 a 1975" (Gonçalo Júnior) - Editora Amarilys
 
In Memoriam - "De menino a homem – de mais de trinta e de quarenta, de sessenta e mais anos" (Gilberto Freyre) - Global Editora
 
Ciências Exatas - "Teoria Quântica: estudos históricos eimplicações culturais" (Olival Freire Jr., Osvaldo Pessoa Jr., Joan Lisa Bromberg (orgs) - Editora Livraria da Física e EDUEPB
 
Ciências Humanas - "Manejo do Mundo: conhecimentos e práticas dos povos indígenas do Rio Negro" (Aloisio Cabalzar) - Instituto Socioambiental
 
Ciências Naturais - "Bioetanol de cana-de-açucar – P&D para produtividade e sustentabilidade" (Luís Augusto Barbosa Cortez (coord.) - Editora Edgard Blücher e Fapesp
 
Ciências da Saúde - "Atlas de endoscopia digestiva da SOBED" - Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva - Marcelo Averbach - Editora Revinter
 
Contos e Crônicas - "Desgracida" (Dalton Trevisan) - Record
 
Comunicação - "Impresso no Brasil" (Anibal Bragança e Marcia Abreu (orgs) - Editora Unesp e Fundação Biblioteca Nacional
 
Didático e Paradidático - "Coleção Pessoinhas" (Ruth Rocha e Anna Flora) - Editora FTD
 
Direito - "Fundamentos constitucionais do direito ambiental brasileiro" (Norma Sueli Padilha) - Editora Elsevier
 
Economia, Administração e Negócios - "Multinacionais brasileiras: internacionalização, inovação e estratégia global" (Moacir de Miranda Oliveira Junior e Colaboradores) - Bookman
 
Educação - "Impactos da violência na escola: um diálogo com professores" (Simone Gonçalves de Assis, Patrícia Constantino e Joviana Quintes Avanci (orgs) - Editora Fiocruz
 
Fotografia - "Fotografia de Natureza" (Luiz Claudio Marigo) - Editora Europa
 
Gastronomia - "Machado de Assis: Relíquias Culinárias" (Rsa Belluzzo) - Editora UNESP
 
Infantil - "Obax" (André Neves) - Brinque-Book Editora
 
Juvenil - "Antes de virar gigante e outras histórias" (Marina Colasanti) - Editora Ática
 
Poesia - "Em alguma parte alguma" (Ferreira Gullar) - José Olympio
 
Psicologia e Psicanálise - "Coração... É emoção: a influência das emoções sobre o coração" (Elias Knobel, Ana Lúcia Martins da Silva, Paola Bruno de Araújo Andreoli) - Editora Atheneu
 
Reportagem - "1822" (Laurentino Gomes) - Editora Nova Fronteira
 
Romance - "Ribamar" (José Castello) - Bertrand Brasil
 
Tecnologia e Informática - "Aprendizagem à distância" (Fredric M. Litto) - Imprensa Oficial do Estado de São Paulo
 
Teoria / Crítica - "Câmara Cascudo e Mário de Andrade – Cartas, 1924-1944" (Marcos Antonio de Moraes (org) - Global Editora
 
Turismo e Hotelaria - "Hospitalidade – A inovação na gestão das organizações prestadoras de serviços" (Geraldo Castelli) - Editora Saraiva
 
Projeto Gráfico - "Theodoro Sampaio – Nos sertões e nas cidades" (Karyn Mathuiy) - Versal Editores
 
Tradução - "O livro de Dede Korkut" (Marcos Syrayama de Pinto) - Editora Globo

Fonte: UOL, 17 de outubro de 2011



Escrito por Ivam Cabral às 02h06
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CABARET STRAVAGANZA

Satyros discute gêneros e extravagância moderna
SÉRGIO MADURO

"Você já pensou por que somos o que somos?" Essa pergunta faz parte de "Cabaret Stravaganza", peça da companhia de teatro Os Satyros, com estreia na quinta-feira (20).

Uma das propostas do espetáculo é discutir as adaptações cirúrgicas às quais o corpo pode ser submetido para que ele corresponda àquilo que seu dono sente.

Faz parte da apresentação a performance do ator transexual Leo Moreira Sá. Ele leva aos palcos as etapas do processo que atravessa na vida real para se submeter a uma mastectomia (retirada das mamas), a fim de adaptar sua realidade corpórea à identidade sexual masculina.

Outro aspecto abordado pelo grupo relaciona-se com o universo dos transgênicos e da genética: esses avanços tecnológicos colocam o homem moderno diante da manipulação de sua realidade e de seu corpo.

O público terá oportunidade de ver 12 atores encenando um diálogo que caminha pelas fronteiras do masculino e do feminino, do real e do digital.

Recursos multimídia e figurinos que aludem a próteses tecnológicas completam a montagem, que, no último dia 27, teve uma estreia digital pela internet, compartilhada em tempo real pelas redes sociais. Uma verdadeira extravagância da modernidade.

www.satyros.com.b
r
. Espaço dos Satyros 1.
Pça. Franklin Roosevelt, 214, Consolação, região central, tel. 3255-0994. 70 lugares. Qui. a sáb.: 21h. Estreia 20/10. Até 17/12. Ingr.: R$ 20

Fonte: Revista São Paulo, Folha de S.Paulo, 16 de outubro de 2011



Escrito por Ivam Cabral às 15h43
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